Post número 1100: Quando o sucessor não está altura do antecessor.

            POST COMEMORATIVO: 1100 POSTAGENS, QUANDO O ANTECESSOR NÃO  ESTÁ ALTURA DO SUCESSOR.
Lógico que quando comecei, não imagina passar dos 1000 post e sempre comemorava de 100 em 100. Poderia só comemorar de 1000 em 1000, mas vou manter a comemoração de 100 em 100.
   No caso é apenas uma reflexão quando o sucessor não está altura do antecessor, o que acontece? redução de custos? crises? somando tudo isso? bom vamos lá, cada mercado tem uma particularidade para acontecer isso. bom não vou falar em casos que o sucessor era superior ao antecessor: Omega em relação ao Opala por exemplo, em que o segundo não agradou por falta de carisma, não vou citar caso do Versailles em relação ao Del Rey, embora ambos estejam aqui, mas é em outra situação e então vamos analisar?
                                               SAI: CHEVROLET VECTRA B
                                        ENTRA: CHEVROLET VECTRA DE TERCEIRA GERAÇÃO.
PAIS: BRASIL
O Vectra B quando foi lançado em 1996 realmente era um carro á frente do seu tempo, tirando os motores, mas os rivais não tinham motores modernos, nem mesmo Civic e Corolla dá época por exemplo, já que o 1.616V da família D da Honda data de 1988 e o 1.816V da família A da Toyota data de 1979 no Japão é contemporâneo dos Família II da GM e trouxe suspensão traseira independente tipo Multilink, mas tudo sofre envelhecimento, em 2002 a Opel lançou o Vectra C e GMB disse que não ia fabricar no Brasil por que era muito carro,  os motores no final de carreira eram da família II era o 2.nada de 17.5KGFMa3050RPM e 110CVa5500RPM e o 2.216V(pode chamar de Ecotec, também embora, nessa época europeus e americanos, estavam com o motor de Alumínio da família L0850) que gerava 20.4KGFMa4100RPM e 138CVa6000RPM, em outubro de 2005 a GM tratou de "descascar" uma Zafira que é feita sobre a plataforma GM 3000 que é a mesma do Astra G. Colocou uma carroceria sedã, realmente tinha o maior espaço do segmento da época e o maior porta - malas da época também, nos motores o Família II virou Flex no 2.nada e passou a gerar 18.3KGFMa2400RPM e 121CVa5200RPM e com álcool foi a 19.6KGFM e 128CV nas mesmas rotações e o 2.416V que virou Flex(não pode chamar esse de Ecotec) e com isso gerava 23.4KGFMa4000RPM e 146CVa5200RPM e com álcool vai a 24.1KGFM e 150CV nas mesmas rotações. Como redução de custos, a GM colocava a mesma suspensão traseira do Astra G por eixo de torção, um verdadeiro retrocesso para reduzir custos, mais tarde ficava com o 2.nada com alterações para gerar 18.9KGFMa2600RPM e 133CVa5600RPM e com álcool vai a 19.7KGFM e 140CV nas mesmas rotações e em outubro de 2011 foi substituído pelo Cruze.
                                              CHEVROLET MONTANA
                                        SAI: DERIVADA DO CORSA C
                                      ENTRA: DERIVADA DO AGILE
PAIS: BRASIL
GMB do Brasil marca presença mais uma vez. Eu até poderia incluir o Agile, mas ele conviveu três anos com o Corsa C e o Onix chegou aposentou o Corsa C de cara e depois acabou aposentando Agile e Sonic de uma vez por causa das boas vendas. Mas a Montana quando foi lançada em 2003 tinha a base mais moderna do seu segmento e apenas motor 1.8 Flexpower que na época gerava 17.3KGFMa3000RPM e 105CVa5600RPM e com álcool gerava 18.2KGFM e 109CV nas mesmas rotações era o motor da Família I, sobre a suspensão por eixo de torção com molas helicoidais é um caso bem complicado em picapes pequenas, os que usam para lazer preferem, os que usam para trabalho preferem o velho e bom eixo rígido com feixe de molas.
   No final de carreira ela já tinha recebido a opção do 1.4 EconoFlex também família I que gerava nela 13KGFMa2800RPM e 99CVa6400RPM e com álcool vai a 13.2KGFM e 105CV e o 1.8 recebeu alterações para gerar 17.7KGFMa3000RPM e 112CVa5600RPM e com álcool, mantém o torque e vai a 114CV e era feita na plataforma GM 4300. mas em outubro de 2010 veio o retrocesso: chegava a Montana derivada do Agile, significava ser feita em cima da GM 4200, eu não vou dizer se seria um retrocesso completo se resolverem trazer o eixo rígido com feixe de molas usados na picape Corsa, afinal a Montana utiliza semi- independente com eixo de torção e molas helicoidais, por que o público que usa para cargas, ia preferir esse "retrocesso", mas a GM retrocedeu a onde todos concordam que não deveria, por exemplo, apenas a opção do motor 1.4 EconoFlex família I que na Montana gerava 13.2KGFMa3250RPM e 97CVa6000RPM e com álcool vai a 13.5KGFM e 102CV nas mesmas rotações. Lembrando que para terra do Joel Santana é exportada com opção de motor 1.8 e no México segue apenas com o 1.8, nem vou falar do Diesel por que é proibido por lei.
   Fora a dirigibilidade e o espaço interno inferior á antiga, lado bom foi a capacidade de carga ampliada para 758KG, mas não foi o suficiente: com aposentadoria de Courier e Hoggar, assumiu a lanterna e de longe vê Strada brilhar nas vendas e Saveiro tentar alguma coisa, mas existe uma esperança: a próxima Montana virá do Onix, mas pena que só motor 1.4....
                                                                FIAT
                                                    SAI : FIAT MAREA
                                                 ENTRA: FIAT LINEA

PAIS: BRASIL E TURQUIA.
Essa parte do artigo é "explosiva", afinal vou ter que tratar de "bomba", brincadeiras á parte, todo mundo sabe que o Marea pagou o seu preço por um erro primário da Fiat: Troca de óleo aos 20.000KM e aí que o aconteceu todo mundo sabe... , mas enfim tudo bem que em seus últimos meses o Marea só tinha a opção do motor Corsa Lunga 1.616V Hi-Torque com 15.1KGFMa4500RPM e 106CVa6000RPM, mas ainda assim houve o 1.816V VFD da família FREE que gerava 16.7KGFMa4000RPM e 132CVa6500RPM e os Famosos Fivetech 2.420V de 21KGFMa3500RPM e 160CVa6000RPM e o 2.nada 16V Turbo com 27KGFMa2750RPM e 182CVa6000RPM, mas também temos que lembra do lançamento em 1998 com o 2.nada 20V de 18.1KGFMa5000RPM e 142CVa6000RPM, mas em 2007 o Marea dava adeus.
  No ano seguinte chegava o sucessor Linea, que herdava a base do Palio modificada, no exterior foi feito sobre a SCCS, o mesmo vale para o Punto nacional, aliás a SCCS na parte Fiat só estreou aqui no Jeep Renegade. mas voltando ao Linea, tinha a vantagem de ter algumas peças em comum com o Palio, embora tivesse freios a disco na traseira, mas a escolha dos motores não foi nada feliz: o Hi-Torque 1.916V que gerava 18.1KGFMa4500RPM e 130CVa5200RPM e com álcool vai a 18.5KGFM e 132CV nas mesmas rotações e o Fire 1.416V T-JET que gerava 21KGFMa2250RPM e 152CVa6000RPM, seria perfeito se o motor T-JET fosse motor de Linha, mas não: O T-JET ficava devendo perante Marea e Tempra Turbo e o 1.916V é a junção do diâmetro do Sevel 1600/Torque 1.616V com o curso do Corsa Lunga. em julho de 2010 ele troca o motor 1.916V pelo Tritec E-Torq 1.816V de origem Chrysler/BMW que gera 18.5KGFMa4500RPM e 130CVa5250RPM e com álcool vai a 18.9KGFM e 132CV e o T-JET ficou no mercado até 2012, em 2014 o Linea ganhou uma reestilização, mas as vendas até agora tem sido tão ruim como foi o antecessor.
                                                                     
                                                          SAI: FORD MAVERICK
                                                        ENTRA:  FORD DEL REY
PAIS: BRASIL.
O  Maverick foi um erro estratégico, mas a Ford brasileira teve chance de corrigir a rota, com um provável Maverick II, mas aí veio a crise do petróleo de 1979(a Segunda) e aí o filme de terror começou a Ford resolveu substituir o Maverick que usava motores Georgia OHC 2.3 que gerava 16.9KGFMa3200RPM e 99CVa5600RPM e o V8 302 Windsor de 5 litros que gerava 39KGFMa2400RPM e 199CVa4600RPM, eis que em junho de 1981 chegava sobre a plataforma do Corcel, o Del Rey  com o mesmo motor Renault Sierra/Família C 1.6 que gerava 13KGFMa4000RPM e 90CVa5600RPM "brutos" na versão á gasolina e 12.4KGFMa2400RPM e 69CVa4600RPM na versão á álcool, só que líquidos, em outubro de 1983 na linha 1984 o Del Rey ganhava alterações no motor ele passava se chamar CHT e com isso gerava 10.8KGFMa2400RPM e 65CVa4600RPM e a versão á álcool gerava 11.8KGFMa2400RPM e 73CVa4800RPM, ainda assim um motor fraco e que não trouxe dignidade ao sedã da Ford, fora que Santana e Monza já vinham com motor 1.8 também e mais tarde veio os 2.nada dos rivais, mais tarde o 1.6 passou a gerar 11.9KGFMa2400RPM e depois alguns anos mais tarde passou a gerar 12.8KGFMa2400RPM e 75CVa5600RPM e a versão á álcool passou a gerar 12.9KGFMa2400RPM e manteve os 73CV, mas as 5200RPM, na linha 1990 chegava o AP 1800 ao modelo como beneficio da Autolatina, o motor AP 1800 gerava 15KGFMa2600RPM e 87CVa5400RPM e na versão álcool passava a gerar 15.5KGFMa2600RPM e 93CVa5600RPM e o Del Rey deu adeus em 1991, embora teve vendas razoavelmente boas, o brilho ficou ofuscado e fora que houve projeto de um Del Rey II que não foi para frente, o que é uma pena.
                                                  SAI: FORD SIERRA
                                               ENTRA: FORD GALAXY(VERSAILLES).
PAIS: ARGENTINA.
Se o Versailles apesar de ser superior ao Del Rey, não agradou aos brasileiros, imagina aos argentinos que tinham o Ford Sierra, dotado de motor dianteiro e tração traseira, além disso tinha suspensão independente por braços arrastados na traseira, era quase um "BMW Série 3 de pobre" da época e o motor era o Ford Georgia OHC 2.3 que gerava 17.1KGFMa2500RPM e 105CVa5000RPM e a versão com carburador de corpo duplo desse motor que gerava 18KGFMa3500RPM e 120CVa5500RPM e comando de válvulas mais bravo. A Autolatina foi feita em 1986 no Brasil e em 1987 na Argentina, só que lá a Ford era a parte mais forte e com isso não deixou a VW vender o Santana de segunda geração por lá e sim a própria Ford vendia apenas o Versailles que não agradou aos fãs da marca do oval azul na Argentina e o motor lá era o AP 2000 dotado de injeção eletrônica multiponto que gerava 18.3KGFMa3500RPM e 120CVa5600RPM e o resultado: lá como aqui um completo fracasso e foi substituído pela primeira geração do Mondeo importada da Bélgica.
                                                 SAI: FORD MUSTANG I
                                               ENTRA: FORD MUSTANG II
PAIS: ESTADOS UNIDOS
"Os Estados Unidos é o paraíso na terra" será mesmo? bom tudo bem que lá tem um padrão vida melhor, etc. e tal. mas se fosse o paraíso na terra, isso não ia acontecer, mas lá como é parte do planeta terra a crise do petróleo pegou e todo ano naquela época os fabricantes mudavam a potência e torque a cada ano modelo.
  O primeiro Mustang sem dúvidas é uma lenda, que chegou até usar um V8 de 7 litros com 335CV, mas a crise do petróleo veio , o Mustang original veio do Falcon que também deu origem ao Maverick e aí resolveram usar a plataforma do Pinto que é menor e aí veio erros e mais erros. logo no lançamento ele não tinha a opção do motor V8. e no ano seguinte veio o V8 302 Windsor  de 5 litros com 135CV líquidos, bom mesmo que medir líquidos o V8 de 7 litros ia dar nos 280CV, realmente um retrocesso e dos grandes e além da crise de identidade que pegou o Mustang que passou até dentro da plataforma Fox, só retornou a "glória" por assim dizer, 20 anos depois.
                                                         SAI: OPEL DIPLOMAT
                                                       ENTRA: OPEL SENATOR.
PAÍS: ALEMANHA.
É da Alemanha! bom outro caso de vítima de crise do petróleo, lógico que os planos para substituir os modelos KAD estavam nos planos e usar base do Opel Rekord E com um capô maior para caber o V8 327 de 5.4 litros importado dos Estados Unidos que no Diplomat gerava 45KGFMa3000RPM e 230CVa5000RPM dotado de injeção mecânica e como você leu aqui, a base do Opel Rekord E é uma versão atualizada da do Opel Rekord C que deu origem ao Opala, mas em 1978 era lançado Senator que era menor e apesar de planejado para vir com motor V8, a crise do petróleo não deixou e com isso motor mais potente era o Opel CIH 3000 de seis cilindros em linha e dotado de injeção eletrônica que gerava 24.3KGFMa4200RPM e 183CVa5800RPM é basicamente o mesmo motor que esteve no Omega CD 3 litros nacional anos mais tarde, mas a Opel jamais voltaria a ter um V8 no catálogo, nem mesmo para o Senator B derivado do Omega e o Omega B a Opel chegou a pensar nisso, mas desistiu diante dos problemas que deu nas estradas sem limite de velocidade máxima.
Para mim, são esses, mas enfim cada leitor tem uma ideia do retrocesso, mas para mim os representantes são esses.


                                                           




                                                                                                                  



                                                        


                                                  




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