Subaru 360: A História e vida do "Fusca japonês" na terra do sol nascente.

ELE FOI UM DOS PRIMEIROS KEI-CAR E TEVE ATÉ VERSÃO ESPORTIVA.

Nos primeiros anos depois de 1945 a economia japonesa estava completamente arrasada, consequência das bombas atômicas atiradas em Hiroshima e Nagasaki.
  Em 1955 para motorizar o país foi criado os Kei-Car na época eles eram limitados a 360cm3, tinha as dimensões de largura e comprimento,  nos anos 1980 foi a 550cm3 e nos anos 1990 foi a 660cm3 condição que permanece até hoje. 

A CHEGADA DO 360: Se dá em março de 1958 ele chega apenas na carroceria duas portas, o visual é bem parecido com o Fusca, ele media 2.99 metros de comprimento ,  1.30 metros de largura, 1.38 metros de altura e 1.80 metros de entre - eixos,  o comprimento do 360 é o entre - eixos da atual Fiat Toro, o câmbio era manual de três marchas, o motor era  0.4 de dois cilindros em linha, dois tempos refrigerado á ar da família EK com bloco e cabeçote de ferro, o seu diâmetro era de 61.5mm e o curso era de 60mm o que totalizavam 356cm3, por isso o nome de 360 no carro, carburador de corpo simples, taxa de compressão de 6,5:1  e com isso gerava 3KGFM a 3000RPM e 16CV a 4500RPM. A sua suspensão usava barra de torção nos dois eixos, na dianteira era Independente por braços arrastados e na traseira braços oscilantes como no Fusca, aliás a independência de ambos acabava na barra de torção como acontece nesses carros e ela fica no lugar da mola, amortecedores comuns e freios á tambor nas quatro rodas.

O 360 chegava ao mercado japonês com motor dois cilindros 0.4 dois tempos de 16CV , mais tarde passava a 18CV ,depois 20CV e por último 25CV.

Em outubro de 1958 na linha 1959 como era recém-lançado nada muda, em outubro de 1959 na linha 1960 chegavam duas novidades: a perua Custom que mantinha as medidas do 360 e o conversível, já o motor continuava o mesmo, assim como suspensão,freios e direção.
A perua 360 Custom também chegava ao mercado

O Conversível ambos com o mesmo motor do 360 "sedã".

Em fevereiro de 1960 o motor fica mais potente passando a gerar 18KGFM a 4700RPM. Em outubro de 1960 na linha 1961 nada muda e chegava o Van Sambar que usava os mesmos motores(mas não a mesma base) curiosamente o Subaru 360 tem estrutura monobloco e van Sambar é de chassi separado, algo que ocorreu inversamente em relação Fusca e Kombi( o primeiro chassi e o segundo monobloco). Em outubro de 1961 na linha 1962 nada muda, em outubro de 1962 na linha 1963 segue sem mudanças, outubro de 1963 na linha 1964 nada muda, Em julho de 1964 na linha 1965 o motor passava a gerar 20CV a 5000RPM e mantinha o torque, vale lembrar que a economia japonesa já estava melhorando ,mas os kei-car sempre fizeram sucesso por lá. Em outubro de 1965 na linha 1966 nada muda, em outubro de 1966 na linha 1967 nada e vale lembrar que fama de robustez do 360 se confirmou pelo Japão. Em outubro de 1967 na linha 1968 nada muda. Em agosto de 1968 como início da linha 1969 o motor 0.4 agora gerava 25CVa5500RPM e mantinha o torque e a taxa de compressão foi aumenta para 7,5:1.

A CHEGADA DO ESPORTIVO YOUNG SS  se dá em novembro de 1968 complementando a linha 1968, o motor 0.4 agora chamado de EK32, antes era EK31 ganha dois carburadores e com isso ele passou a gerar 3.8KGFM a 6400RPM e 37CV a 7000RPM ficando mais potente, era um claro sinal da melhoria econômica japonesa, um mero meio de transporte podia se dar ao luxo de ter uma versão esportiva( de acordo com as limitações de um kei-car é claro) e além do motor ele veio com câmbio manual de quatro marchas.
O Young SS chegava ao mercado e o motor dois tempos ganhava dois carburadores de corpo simples e com isso passou a gerar 37CV.

Em outubro de 1969 na linha 1970 nada muda e ano seguinte ele dava adeus ao mercado, foi substituído pelo R-2 depois de 12  anos de mercado no Japão.

MERCADOS EXTERNOS E VERSÃO MAIA 450 JAPONESA: Para se dar melhor nos mercados externos, a Subaru colocou um motor maior no 360, ainda que seja um 0.4, mas o aumento do diâmetro para 67mm o levaram 423cm3, dotado de carburador de corpo simples ele gerava 3.8KGFM a 3000 e 23CV a 5000RPM, no exterior foi vendido de 1960 até 1965 e no mercado doméstico japonês também, mas aí ele deu adeus, afinal com esportivo Young SS ele não havia necessidade de existir.


Ele foi um dos primeiros "Kei-Car" japoneses, ser apelidado de "Fusca Japonês" é um elogio, afinal ele honrou esse apelido na terra do sol nascente com as mesmas qualidades que credenciaram o Fusca no mundo todo, lógico não era um foguete e graças a ele hoje temos o Impreza que até virou lenda no WRC.





Comentários

  1. Eu gosto desses projetos de um "sub-Fusca". Se não fosse pelas regulamentações de segurança atuais que levariam o preço a patamares difíceis de justificar, não seria tão absurdo considerar uma eventual atualização do projeto usando motor de alguma moto moderna para atender a um uso urbano, ou até fazer algo nos moldes dum Baja.

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    1. São bem engraçadinhos, mas pena que custaria muito carro hoje em dia

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