MESMO SENDO UMA MARCA NOVA NO MERCADO BRASILEIRO , O XF 105 FEZ SUCESSO
Essa matéria contou com ajuda do nosso "Tio" Restanho do Mapa EAA, é uma homenagem a ele.
A DAF chegou a ter alguns interesses no Brasil antes do final da década de 2000, mas acabaram não se concretizando, primeiro anos 1960 e depois nos anos 1990, mas a situação na Holanda era complicada nessa época, tanto que foi comprada pelo grupo Paccar em 1996.
No final de 2009 a marca anuncia que vai construir uma fábrica no Brasil e ela se decide por Ponta Grossa- Paraná dois anos depois, afinal no Paraná a Volvo já tinha fábrica em Curitiba-PR desde 1979, lógico que outros fabricantes decidiram por São Paulo(Scania, Mercedes-Benz, Ford(que já não existe mais), a Volkswagen-Man está em Resende-RJ desde 1996, em Minas Gerais a Iveco em Sete Lagos-MG desde 1997 e a Mercedes-Benz fez caminhão de 2012 e 2020 em Juiz de Fora-MG e ainda temos a Agrale em Caxias do Sul-RS, mas voltando a DAF, é hora de ver como ele entrou no mercado brasileiro.
A CHEGADA AO MERCADO BRASILEIRO se dá em outubro de 2013 na Fenatram o XF 105 estreia no mercado nos modelos 105.410 e 105.460, duas opções de câmbio: manual ou manual-automatizado de 16 marchas, o motor é o Paccar MX-13 seis cilindros, 24 válvulas, turbo diesel, intercooler e injeção common-rail, com bloco e cabeçote de ferro grafitados, comando de válvulas no bloco acionado por varetas, o seu diâmetro é de 130mm e o curso é de 162mm o que totalizavam 12.900cm3, a sua taxa de compressão é de 18:1 ( O "Tio" Restanho não pode precisar, mas é algo perto disso segundo ele) e com isso no modelo de final 410 gerava 203KGFM a 1050RPM e vai até 1410RPM e 410CV a 1500RPM e vai até 1900RPM e no modelo de final 460 gerava 234.5KGFM a 1050RPM e vai até 1410RPM e 460CV a 1500RPM e vai até 1900RPM. Ele vinha as opções de chassi 6x2 e 6x4, a suspensão era eixo rígido com feixe de molas nos dois eixos, no modelo 6x2 era a traseira pneumática e os freios eram a tambor e o tanque era de 520 litros, ou dois de 440 litros o que dava 880 litros ou um lado de 500 litros e outro de 200 litros que dá 700 litros.
O XF chegava ao mercado nos modelos 6x2 e 6x4 e nas versões 105.460 esse com motor Paccar MX-13 seis cilindros, 13 litros, turbo diesel de 460CV
O XF nacional também tinha o 105.410 com motor de 410CV
Ele foi lançado como linha 2014, o curioso que o bloco e o cabeçote eram feitos no Brasil, mas eram enviados para serem completados na Holanda, em outubro de 2014 na linha 2015 não teve nenhuma alteração só o adeus do câmbio manual, o "Tio" não me disse ao certo em que ano foi, mas era bem no começo das operações só seis caminhões saíram de Ponta Grossa-PR com câmbio Manual., em maio de 2015 a DAF consegue o índice mínimo de nacionalização exigido pelo Finame e o motor Paccar agora era totalmente feito no Brasil. Em Outubro de 2015 na linha 2016 na Fenatran daquele ano é apresentado o XF Super Space Cab, a opção do 105.510 com o motor Paccar MX-13 calibrado para gerar 255KGFM a 1050RPM e vai até 1410RPM e 510CV a 1500RPM e vai até 1900RPM colocando o DAF como um dos mais potentes do mercado e aliás desde o final de 2014 o modelo começou a vender bem e estar sempre entre os dez mais vendidos.
O XF 105 ficava mais potente com o 105.510 agora com motor seis cilindros 13 litros, turbo diesel de 510CV
Em outubro de 2016 na linha 2017 nada muda, em outubro de 2017 na Fenatram daquele ano, é apresentado o XF 105.460 6x4 Off-road e 105.510 6x4 Off Road, voltado ao fora de estrada e também é lançado o XF 105 na configuração 4x2 para todos as potências: 410, 460 e 510.
O XF ganhava a opção do 4x2 e nas potências de 410, 460 e 510CV
A Linha 2018 era lançada, em outubro de 2018 na linha 2019 sem grandes alterações, em outubro de 2019 na linha 2020 só o adeus do modelo 410CV para os 6x2 e 6x4 e o câmbio agora era manual-automatizado de 12 marchas, foi a última alteração da geração antiga e em Julho de 2020 chegava a nova geração do XF que é outra história.
O "Holandês do Paraná" começou tímido em termos de vendas, mas conquistou mercado com o tempo e colocou a marca Holandesa no top 10 dos caminhões e abriu caminho para uma nova geração.
É uma homenagem simples, a última matéria histórica de caminhão para o nosso "Tio Restanho" criador do Mapa EAA.





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