POST 6700: BRILHA UMA ESTRELA: OS CAMINHÕES MAIS POTENTES DE CADA DÉCADA DA MERCEDES-BENZ

                                                    

A MERCEDES-BENZ COMEMORA 65 ANOS DE PRODUÇÃO DE CAMINHÕES NO BRASIL E APROVEITEI PARA FAZER ESSE POST COMEMORATIVO.

POST COMEMORATIVO: 6700 

A História da Mercedes-Benz no Brasil com fabricação de carros é complicada, primeiro o Classe A de primeira geração de 1999 até 2005, infelizmente vendeu menos que o esperado, afinal justamente no ano do lançamento o dólar subiu e aí prejudicou, havia os Classe C destinados aos EUA, mas aí é outra conversa, em 2008 o CLC destinado a Europa e no ano seguinte disponível no mercado brasileiro, mas em 2011 a estrela de três pontas decide fazer o Actros na fábrica de Juiz de Fora-MG e com isso o adeus dos automóveis nacionais da marca até 2016 quando chegava o Classe C nacional e logo depois o GLA de primeira geração, mas aí veio o problema que o mundo enfrenta e em 2020 a Mercedes-Benz fechou a fábrica que foi vendida agora para chinesa Great Wall.

   Já nos caminhões é diferente, afinal a marca é líder e chegou a liderar vários, chegou a perder a liderança, mas voltou a liderar em 2015, então por que não os caminhões mais potentes de cada década? então vamos a eles.

                                                          DÉCADA DE 1950 
                                                     MERCEDES-BENZ LP 331 
                                                    

O primeiro caminhão Mercedes-Benz nacional fabricado em São Bernardo do Campo-SP foi os L-312 e suas derivações LS/LK por exemplo, usava o motor OM 312 de 4.6 litros á diesel com 112CV brutos(na verdade 100CV), hoje é praticamente inexistente nas estradas e durou pouco apenas dois anos, foi produzido de 1956 até 1958, mas em Outubro de 1958 chegava o LP 321 e o LP 331, mas o foco aqui é o último, afinal será para todo o sempre o único Mercedes-Benz brasileiro com rodas raiadas, o câmbio era manual de seis marchas e o motor era o OM 326 seis cilindros de 10.8 litros á diesel com 58KGFM a 1200RPM e 165CV a 2200RPM(150CV líquidos) só que a injeção era indireta por "pré-câmara".

                                                                DÉCADA DE 1960
                                              MERCEDES-BENZ LP 331/LP 1520 
                                            

Na década seguinte o LP 331 já começa com os 165CV(150CV líquidos como é hoje em dia), em Outubro de 1960 na linha 1961 chegava o LP 331 S que tinha mais potência no motor OM 326 que agora gerava 60KGFM a 1200RPM e 180CV a 2200RPM(165CV líquidos). Em Outubro de 1961 na linha 1962 ele fica ainda mais potente passando a gerar 62KGFM a 1200RPM e 200CV a 2200RPM(180CV líquidos) e seguiu sem alterações até Outubro de 1967 na linha 1968 quando ganhou nova grade dianteira e faróis e passou se chamar LP 1520, mas o motor ficou sem alterações, já o câmbio passou a ser manual de doze marchas, duplicando as marchas, é uma forme de renomear para se alinhar ao L-1111 que seria sucesso de vendas, assim como o L-1113 que seria mais ainda e seguiu até o final da década sem alterações.

                                                         DÉCADA DE 1970
                                               MERCEDES-BENZ 1924-A (AGL)
                                              

A década de 1970 chegava e o modelo L-1113 se tornava um sucesso, já o LP vendia cada vez menos e em outubro de 1971 ele deu adeus e lógico o AGL ia ganhar motores mais fortes isso era certo e isso ocorreu em Março de 1973 com a chegada do LS 1519 com motor cinco cilindros OM 355 de 9.7 litros com 64KGFM a 1400RPM e 192CV a 2200RPM e que era homologado para levar carreta dois eixos e com câmbio manual de seis marchas, lógico isso era bastante para quebrar recorde na Mercedes-Benz, mas não ao mercado com Scania L111 bem mais potente e aí em Outubro de 1974 como opção mais potente a "brejeira" chegava o LS-1924 com motor OM 355/6 que era basicamente o OM 355 com um cilindro a mais e com isso totalizando seis cilindros e 11.6 litros e com isso gerava 84KGFM a 1400RPM e 240CV a 2200RPM, mas ainda não era o bastante e lógico ele era homologado para três eixos e de quebra câmbio manual de 18 marchas e pela primeira vez a Mercedes-Benz brasileira rompia a barreira dos 200CV, em Outubro de 1978 na linha 1979 chegava o LS-1924-A que recebia um turbo no motor OM 355/6 e com isso gerava 108KGFM a 1300RPM e 285CV a 2200RPM e câmbio manual de 18 marchas e lógico era o Mercedes-Benz mais potente da década de 1970.

                                                  DECADA DE 1980
                                             MERCEDES-BENZ 1934 (AGL)
                                           

Chegada a década de 1980 e o Mercedes-Benz mais potente era o LS-1924-A e e no final de 1982 na linha 1983 ganhava o facelift que ficou conhecido como "cara-preta", mas os cavalos-mecânicos LS-1924 e LS-1924-A seguem sem alterações até Abril de 1983 quando ambos os modelos são substutídos pelo LS-1929 que mantém o motor do 1924-A, mas o cardan agora era mais forte, câmbio manual de 16 marchas que era o mesmo do Volvo N10/N12 da época. Em Outubro de 1985 na linha 1986 chegava o LS-1932 que herdava o motor do 1929 e esse por sua vez do LS-1924-A, mas recebia um intercooler e com isso gerava 127KGFM a 1050RPM e 320CV a 2000RPM, aliás os cavalos-mecânicos maiores, ficaram apelidados de "Terezona" e era a primeira vez que um Mercedes-Benz brasileiro rompia a barreira dos 300CV,  Em Outubro de 1987 na linha 1988 o LS-1932 dá lugar ao LS-1933 que o motor OM 335/6 passava a gerar 133KGFM a 1200RPM e 326CV a 2000RPM e em Outubro de 1988 na linha 1989 veio o "canto do cisne" chegava o LS-1934 com calotas, carenagem e o motor OM 335/6 recebeu mais alterações para gerar 148KGFM a 1300RPM e 340CV a 2000RPM e chegava o Mercedes-Benz nacional mais potente até então.

                                                             DÉCADA DE 1990
                                                     MERCEDES-BENZ 1941 (HPN) 
                                                

Em outubro de 1989 na linha 1990 a Mercedes-Benz seguia com o LS-1934, mas em Julho já havia chegada os novos 1214 e 1618 da linha HPN por exemplo era questão de tempo para chegar os cavalos-mecânicos e eles chegaram em Maio de 1990, estreavam o LS-1935 e LS-1941, o primeiro por si só já assumia o posto de Mercedes-Benz nacional mais potente, estreava o OM 447 LA de seis cilindros em linha e 12 litros, turbo diesel e intercooler que gerava 158KGFM a 1100RPM e 354CV a 2100RPM, mas na mesma época a estrela de três pontas passa pela primeira vez dos 400CV e estreava o 1941 com o mesmo motor, mas calibrado para gerar 184KGFM a 1100RPM e indo até 1600RPM e 408CV a 2100RPM e o câmbio era manual de 16 marchas, o apelido de Terezona acabou, mas ganhou o apelido de "Mula" que estendeu ao Axor, mas como curiosidade no lançamento ele tinha mais torque o Scania 142 V8 e só perdia em potência para o próprio Scania por três cavalos, mas depois veio os 143 V8 e aí é outra conversa e a Volvo aumentaria a potência do NL, mas enfim o 1935 vendeu muito bem, mas no 1941 sempre vendeu pouco e até hoje muita gente não se lembra dele(eu confesso que me esqueci uma vez... ) e em outubro de 1996 ele deu adeus, o curioso que é o Scania 143 V8 deu adeus na mesma época, apesar de fora de linha, o 1935 foi a 360CV e nem os futuros LS-1938 que estreou o motor eletrônico era o OM 457 LA de 12 litros, que na verdade era um OM 447 preparado para receber injeção eletrônica common-rail que se igualou no torque, mas chegou aos 380CV e assim deixando o 1941 com o Mercedes-Benz mais potente de todos os tempos até então.

                                                                       DÉCADA DE 2000 
                                                              MERCEDES-BENZ 1944 S (FSK) 
                                                         

Ainda na década de 1990, mais especificamente no final de 1991 a Mercedes-Benz apresentou os cara-chatas FPN, mas nenhum era cavalo-mecânico, a exceção do 1721 S, em outubro de 1999 a Mercedes-Benz lançou a versão "parruda" que era os FSK e estreava o 1938 S com o mesmo motor do LS-1938 que era o "bicudo" e em Março de 2002 chegava o 1944 S que vinha com câmbio manual de 16 marchas e o motor OM 457 LA de 12 litros e seis cilindros foi calibrado nele para gerar 214KGFM a 1000RPM e vai até 1500RPM e 435CV a 2000RPM finalmente o torque dos 1941 era superado e a potência também e como curiosidade era o segundo caminhão mais potente da época só perdia para o Scania R164 V8 480, de início chegou no 4x2 e em outubro de 2003 na linha 2004 ganhava a opção 6x2 de fábrica, mas em outubro de 2005 ele dava seu adeus e era sucedido pelos Axor 2044/2544 e 2644, 4x2,6x2 e 6x4 respectivamente, herdavam o motor OM 457 de 12 litros, mas que perdia 7CV diante das emissões de lei de poluentes e passava a gerar 428CV, mesmo fora de linha o 1944 S ficava como caminhão nacional mais potente de todos os tempos até Outubro de 2011 na linha 2012.
 
                                                                  DÉCADA DE 2010 
                                                   MERCEDES-BENZ ACTROS 2655 V8 6X4 
                                                   

Em Outubro de 2011 para se adequar a legislação anti-poluentes, o Axor de final 44(2044,2544 e 2644) recebem alterações no motor OM 457 LA que passava a gerar 224KGFM a 1100RPM e 439CV a 1900RPM, o Axor já assumia o posto de Mercedes-Benz nacional mais potente, mas em Abril de 2012 o Actros era nacionalizado e passava ser feito na fábrica de Juiz de Fora-MG, o câmbio era o manual-automatizado Powershift de 12 marchas e o motor era o OM 501 LA V6 Turbo diesel de 12 litros que gerava 224KGFM a 1080RPM e 456CV a 1800RPM e em Fevereiro de 2013 chegava o único Mercedes-Benz V8 fabricado no Brasil para todo o sempre é o Actros 2655 V8 6x4 que tinha o motor OM 502 LA de 16 litros, turbo, intercooler e injeção common-rail que gerava 265KGFM a 1080RPM e 551CV a 1800RPM se tornando o Mercedes-Benz brasileiro mais potente de todos os tempos e ele é até hoje! Em Outubro de 2015 na linha 2016 veio o facelift e o adeus do V8 e o V6 era substituído pelo seis cilindros OM 460 LA de 13 litros que na versão 2651 gerava 244KGFM a 1100RPM e 510CV a 1800RPM e seguiu assim até a chegada do novo modelo, em Julho de 2020, ele conviveu com pouco tempo com o seu sucessor que era feito em São Bernardo do Campo-SP, a fábrica de Juiz de Fora-MG ficou só para cabines.

                                                       DÉCADA DE 2020 
                                               MERCEDES-BENZ ACTROS 2553/2653 
                                              

OK, ele foi apresentado em Outubro de 2019 na Fenatran daquele ano, mas só chegou as estradas em Julho de 2020 era a nova geração do Actros nas versões 2045,2548,2648, 2651 esses traziam o OM 460 com as calibrações de 450CV, 476CV e 510CV e na configurações top estreava o 2553 e 2653 que tinha o câmbio manual-automatizado Powershift de 12 marchas e o motor é o OM 471 LA de 13 litros, seis cilindros, duplo comando de válvulas no cabeçote acionado por engrenagens, turbo, intercooler e injeção common-rail que gera 265.1KGFM a 1100RPM e 530CV a 1600RPM é o mesmo motor usado no Actros europeu e no Freightliner Cascadia atual, mas ele foi rebatizado como Detroit-Diesel, ok, ainda não é o Mercedes-Benz nacional mais potente de todos os tempos, mas é o mais torcudo, por pouca coisa, mas é, lembre-se que a década está no início, então temos mais 9 anos ainda.

Esse foi o post 6700.


 






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