FIAT UNO ESTÁ ENTRE OS DEZ MAIS LONGEVOS E ENTRE OS DEZ MAIS VENDIDOS DA HISTÓRIA NO PAÍS
A Fiat ontem lançou a série de despedida do Uno, chamada de Ciao, ela está limitada a 250 unidades, mas o Uno tem uma longa trajetória e merece ser lembrada.
PRIMEIRA GERAÇÃO
Em Agosto de 1984 já como modelo 1985 estreava o Uno, ele ainda é um Hatch, só que no lançamento só havia a carroceria duas portas, ele media 3.64 metros de comprimento, 1.65 metros de largura, 1.39 metros de altura e 2.35 metros de entre - eixos, ele tinha duas opções de câmbio: manual de quatro ou de cinco marchas. A sua suspensão era Independente tipo McPherson nas quatro rodas, sendo Molas helicoidais na dianteira e feixe de molas na traseira, ao contrário do Uno italiano que tinha suspensão semi - independente por eixo de torção, além do cortar custos havia o problema do conjunto não aguentar as estradas brasileiras, duas versões de acabamento: S e CS, três opções de motores, o Fiasa 1050 á gasolina com bloco de ferro, cabeçote de alumínio, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada que gerava 7.8KGFM a 3200RPM e 50CV a 5600RPM, o Fiasa 1300 á gasolina de mesma concepção do 1050 que gerava 9KGFM a 2600RPM e 58CV a 5600RPM e por último o Fiasa 1300 á álcool de 10KGFM a 2600RPM e 60CV a 5600RPM e todos com carburador de corpo simples, dois meses depois ele recebia a versão SX com carburador de corpo duplo ao motor Fiasa 1300 e o 1300 á gasolina passava a gerar 10.6KGFM a 3000RPM e 71CV a 5600RPM e o 1300 á álcool passava a gerar 10.6KGFM a 3000RPM e 70CV a 5600RPM o curioso era o modelo á álcool ser menos potente que o á gasolina.
O Uno SX chegava ao mercado com motores 1300 com carburador de corpo duplo á gasolina com 71CV e o 1300 com carburador de corpo duplo e á álcool com 70CV
Em Outubro de 1985 na linha 1986 sem alterações. Em Outubro de 1986 na linha 1987 ele perde a versão SX e estreava a versão 1.5 R, que além do câmbio manual de cinco marchas mais curto, trazia o motor Sevel 1500 ACT(Alberim Came Testa) importado da Argentina com bloco de ferro, cabeçote de alumínio, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada, só que para o Uno 1.5 R o comando de válvulas ficou mais bravo e com isso passou a gerar 12.9KGFM a 3500RPM e 86CV a 6000RPM e apenas á álcool.
O Uno 1.5 R chegava ao mercado com motor 1500 á álcool de 86CV
Lógico que o Uno ganhou itens diferenciados como aerofólio, tampa traseira preta e faixas laterais. Em Outubro de 1987 na linha 1988 nada muda. Em Outubro de 1988 na linha 1989 sem alterações, lógico que nesse meio tempo ele ganhou derivados como Prêmio, Elba, Fiorino Pick-up e Furgão(no caso desse era a segunda geração). Em Outubro de 1989 na linha 1990 o motor Fiasa 1050 e 1300 dão adeus, entram no lugar o Fiasa 1500 á gasolina que gerava 11.9KGFM a 2750RPM e 67CV a 4750RPM e o Fiasa 1500 á álcool de 12.9KGFM a 2750RPM e 71CV a 4750RPM e para o esportivo R, a troca do motor 1.5 pelo 1.6 fez trocar o nome: 1.6 R, o motor era o Sevel 1600 ACT importado da Argentina que em sua configuração á gasolina gerava 13.2KGFM a 3250RPM e 84CV a 5600RPM e sua configuração á álcool gerava 13.7KGFM a 3250RPM e 88CV a 5600RPM.
O 1.5 R virava 1.6 R e o motor 1.6 á gasolina gerava 84CV e o 1.6 á álcool geava 88CV e nas versões "cívis" o motor 1500 á gasolina de 67CV e a álcool de 71CV entrava no lugar dos 1300 e 1050.
Em Agosto de 1990 aproveitando uma recém mudança no IPI, a Fiat lançou o Uno Mille, que perdia vários equipamentos e o motor Fiasa 1000 estreava no mercado com carburador de corpo simples e passava gerar 7.4KGFM a 3000RPM e 48CV a 5750RPM e carburador de corpo simples a linha 1990 era inaugurada, já as versões S,CS e R do Uno equipadas com motor 1.5 e 1.6 argentino ganhavam nova grade dianteira, faróis e para-choques. Em Março de 1991 chegava o Uno CSL com a carroceria quatro portas e o motor Sevel 1600 ACT essa versão vinha da Argentina, só que o Sevel 1600 ACT com carburador de corpo duplo e 80CV.
O Uno ganhava a carroceria quatro portas e junto com ela versão CSL e o motor 1.6 de 80CV
Em Outubro de 1991 na linha 1992 os modelos Fiat recebem catalizador, o Fiasa 1000 do Uno Mille passava gerar 47CV, o Fiasa 1500 á gasolina do Uno passou a gerar 11KGFM a 3000RPM e 65CV a 5500RPM, o Fiasa 1500 á álcool passou a gerar 12KGFM a 3000RPM e 67CV a 5500RPM, o Sevel 1600 á gasolina passou a gerar 13KGFM a 3000RPM e 80CV a 5500RPM e o Sevel 1600 á álcool passou a gerar 13.8KGFM a 3800RPM e 86CV a 5600RPM e na mesma época estreava o Fiasa 1500 á gasolina de injeção monoponto e com isso gerava 12KGFM a 3000RPM e 67CV a 5000RPM. Em Outubro de 1992 na linha 1993 duas novidades de injeção eletrônica, o Fiasa 1500 á álcool recebia opção da injeção monoponto e com isso passou a gerar 13KGFM a 3000RPM e 73CV a 5000RPM e o 1.6 R ganhou o acréscimo do MPI graças a injeção eletrônica multiponto no motor Sevel ACT 1600 á gasolina e com isso passou a gerar 13KGFM a 3500RPM e 92CV a 5750RPM e por fim o Uno Mille Eletronic que ganha ignição eletrônica, carburador de corpo duplo e com isso passou a gerar 8KGFM a 3250RPM e 56CV a 6000RPM, o motor Sevel 1600 á álcool dá adeus e uma grande novidade era opção de quatro portas tanto para o Mille quanto para o CS e no caso dessas versões eram feitas em Betim-MG.
O Uno 1.6 R MPi recebe injeção eletrônica multiponto e com isso 92CV
Em Outubro de 1993 na linha 1994 nada muda. Em Março de 1994 como resposta ao Corsa chegava o Uno Mille ELX que herdava o visual das outras versões, já o motor Fiasa 1000 era mantido, assim como o câmbio manual de cinco marchas, aliás o Mille tinha câmbio manual de quatro marchas, o Uno Mille Eletronic vira opção de entrada com apenas duas portas. Em Abril de 1994 chegava o primeiro carro nacional turbo de série, isso, afinal hoje proliferam turbo por aí, mas quem inaugurou foi o Uno, era o Uno Turbo que tinha freios do Tempra, torre entre os amortecedores, o estepe foi para no porta-malas diminuindo alguns litros. o câmbio era manual de cinco marchas e o motor era o ACT 1400 Turbo de injeção multiponto importado da Itália era um parente dos Sevel, de mesma concepção dos 1500 e 1600 aspirados, só que acrescentado de turbo e intercooler ele gerava 17KGFM a 3000RPM e 116CV a 6000RPM e além das mudanças mecânicas, vieram visuais como para-choques exclusivos, grade exclusivas e logotipo "Turbo" na tampa do porta-malas, na lateral e na grade ao lado do emblema da Fiat.
O Uno Turbo chegava ao mercado com motor 1.4 Turbo de 116CV
Lógico que os motores turbos antigos, o "turbo-lag" era bem sentido e não era muito diferente aqui, mas ele andava muito bem. Em Agosto de 1994 a linha Uno ganhava novo câmbio e em Outubro de 1994 na linha 1996 as versões CSL e R dão adeus, dão lugar ao 1.6 Mpi e tanto o duas como quatro portas dessa versão era feito em Betim-MG e o fim do 1.5 carburado. Em Agosto de 1995 na linha 1996 chegava o Uno Mille EP que trazia injeção eletrônica monoponto ao motor Fiasa 1000 e com isso gerava 8.2KGFM a 3000RPM e 58CV a 6000RPM, em Fevereiro de 1996 o Uno Mille Eletronic dá adeus e entra no seu lugar o Uno Mille i.e que herdava o motor com injeção eletrônica do EP, em Abril de 1996 para abrir espaço ao Palio as versões Turbo, 1.6 mpi, S e CS dão adeus, só ficavam a Mille Eletronic e a EP e em Outubro de 1996 na linha 1997 ambas são substituídas por uma versão única: A SX.
O Uno Mille SX chegava era a única versão do Uno e mais tarde ganhava a opção do Fiasa 1000 mpi á álcool de 61CV ao lado do Fiasa 1000 monoponto á gasolina de 58CV.
Parecia ser o final de carreira, mas como carro mais barato do país, ele vendia muito bem. Em Outubro de 1997 na linha 1998 chegava a versão EX abaixo da SX. Em Outubro de 1998 na linha 1999 a versão EX passava a ser única e o motor Fiasa 1000 de injeção monoponto á gasolina era mantido e estreava o Fiasa 1000 de injeção multiponto á álcool com 8.6KGFM a 3000RPM e 61CV a 6000RPM. Em Outubro de 1999 na linha 2000 sem mudanças, em Julho de 2000 chegava a linha 2001 como nova grade dianteira e um novo nome: Uno Mille Smart e o motor Fiasa 1000 de injeção monoponto á gasolina passou a gerar 57CV e o motor Fiasa 1000 mpi á álcool dá adeus.
Nova grade dianteira e apenas o motor 1.nada de injeção monoponto á gasolina e 57CV
Em Julho de 2001 na linha 2022 ele muda de nome de novo e passa a se chamar Uno Mille Fire, o novo motor era o Fire 1.nada com bloco de ferro, cabeçote de alumínio, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada e com isso gerava 8.5KGFM a 2500RPM e 55CV a 5500RPM. Em Outubro de 2002 na linha 2003 nada muda. Em Outubro de 2003 na linha 2004 nada muda. Em Março de 2004 na linha 2005 nova grade dianteira. faróis e para-choques e novas lanternas.
Nova grade dianteira, faróis, para-choques e lanternas e de início o motor 1.nada de 55CV e depois vira Flex e passa a gerar 65CV com gasolina e 66CV com álcool
Em Abril de 2005 na linha 2006 o motor Fire 1.nada passava ser Flex e com isso ele passou a gerar 9.1KGFM a 3000RPM e 65CV a 6000RPM e com álcool vai a 9.2KGFM e 66CV nas mesmas rotações. Em Outubro de 2006 na linha 2007 nada muda, Em Outubro de 2007 na linha 2008 nada muda e em Outubro de 2008 na linha 2009 ele ganha diferencial mais alongado e outro sobrenome: Uno Mille Fire Economy e ganha a versão Way com suspensão elevada, já o motor continua o mesmo e lógico no visual ganhou nova grade dianteira e para-choques.
O Uno Mille Way com suspensão elevada chega ao mercado e o motor era mantido
E tinha também o Economy de suspensão convencional
Em Outubro de 2009 na linha 2010 nada muda, em Abril de 2010 como linha 2011 chegava a segunda geração que já vou citar ela mais á frente, em Outubro de 2010 na linha 2011 nada muda, em Outubro de 2011 na linha 2012 nada muda, em Outubro de 2012 na linha 2013 sem alterações e em Outubro de 2013 a primeira geração do Uno dá adeus com a série Grazzie Mille que tinha 2000 unidades disponíveis.
A SEGUNDA GERAÇÃO DO UNO estreava em Abril de 2010 como linha 2012, nas versões Vivace, Attractive e Way, essa última tinha suspensão elevada, o modelo estreava a plataforma 327/Economy/MP0 que é uma versão simplificada em 85% a do 500, ele media 3.77 metros de comprimento, 1.64 metros de largura, 1.48 metros de altura(1.50 metros na Way) e 2.38 metros de entre -eixos, o câmbio era manual de cinco marchas e duas opções de motor a primeira era o Fire Evo 1.nada com bloco de ferro, cabeçote de alumínio, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada que gerava 9.5KGFM a 3850RPM e 73CV a 6250RPM e com álcool vai a 9.9KGFM e 75CV nas mesmas rotações e a segunda opção era o Fire 1.4 EVO de mesma concepção do 1.nada, mas com variação no comando de válvulas e com isso passou a gerar 12.4KGFM a 3500RPM e 85CV a 5750RPM e com álcool vai a 12.7KGFM e 88CV nas mesmas rotações, o motor 1.nada estava disponível na Vivace e o 1.4 para a Attractive e o Way era o único que vinha com as duas opções de motores.
A segunda geração do Uno chegava ao mercado aqui na versão Attractive com motor 1.4 de 85CV com gasolina e 88CV com álcool e havia o Vivace 1.nada de 73CV com gasolina e 75CV com álcool.
Com suspensão elevada o Way chegava ao mercado era única versão a ter dois tipos de motores.
Em Fevereiro de 2011 como linha 2012 chegava a opção de duas portas para o modelo em todas as versões inclusive Attractive e Way e estreava a recém chegada versão Sporting que também tinha a opção de duas ou quatro portas, tinha diferencial mais curto no motor 1.4 e suspensão mais firme, apenas isso.
O Uno Sporting chegava ao mercado tanto na carroceria de quatro portas como a de...
duas portas que também estava disponível para..
O aventureiro Way e também para o ..
Vivace
Em Junho de 2011 completando a linha 2012 chegava a versão Economy com quatro portas, motor 1.4 e caixa mais longa.
Em Junho de 2012 na linha 2013 a versão Attractive dá adeus, a carroceria de duas portas agora seguia apenas no Vivace, o 1.4 seguia nas versões Way, Economy e Sporting e a própria Vivace recebia para-choques na cor do veículo. Em Outubro de 2013 na linha 2014 chegava o Uno Furgão que retirava o banco traseira os vidros traseiros eram totalmente escuros, opção que esteve no Uno antigo, a carroceria furgão desde o lançamento. Em Agosto de 2014 na linha 2015 ele ganhava nova grade dianteira, faróis e para-choques e pequenas mudanças nas lanternas, a Vivace seguia com o visual antigo e o motor 1.nada, estreava a Evolution, a Way e a Sporting eram mantidas, no caso da Evolution e Way além do 1.nada mantido ela tinham a opção do 1.4 também mantido e a Sporting sempre com motor 1.4 e as versões com motor 1.4 podiam ter Start&Stop opcional e o Sporting podia ter o câmbio manual-automatizado dualogic de cinco marchas e sim no anterior foi lançada a segunda geração da Fiorino.
O Uno recebe nova grade dianteira, faróis e para-choques, a Vivace mantém o visual antigo, já as outras versões de visual renovado mantém o motor 1.nada de 73CV com gasolina e 75CV com álcool e o 1.4 de 85CV com gasolina e 88CV com álcool e esse podia vir com Start&Stop ou também câmbio manual-automatizado dualogic
O Uno recebe nova dianteira, aqui a Way que tinha o motor três cilindros 1.nada de 72CV com gasolina e 77CV com álcool e o 1.3 de 101CV com gasolina e 109CV com álcool
A Sporting só vinha com o 1.3
A Attractive com motor três cilindros 1.nada, mais tarde volta ao antigo 1.nada de quatro cilindros.
Em Julho de 2017 na linha 2018 ele sofre um retrocesso passa a ser vendido apenas na versão Drive e o motor GSE FireFly 1.nada dá lugar ao retorno do Fire 1.nada de quatro cilindros, um retrocesso, o que explica talvez é que tinha atender ao Argo, só pode. Em Outubro é vez do retorno da Way com duas opções de motores, no caso o Fire 1.nada e o GSE Firefly 1.3 e esse podia vir com câmbio manual-automatizado. Em Outubro de 2018 na linha 2019 a Drive dá lugar a versão Attractive que retorna ao modelo. Em Outubro de 2019 na linha 2020 ele perde o câmbio manual-automatizado dualogic e ganha cinco de três pontos e encosto de cabeça para todos os ocupantes e foi a única alteração. Em Outubro de 2020 na linha 2021 nada muda, em Março ele perde a versão Way fica só na Attractive em Dezembro depois de 37 anos e 4.379.956 unidades fabricadas, o Uno dá adeus ao mercado com a série Ciao, mas deixa como herança as evoluções de sua base, lógico o Grand Siena já está dando adeus, mas deixa a evolução MP1/MP-S usada em Argo e Cronos, no caso desses dois eles tem 20% do Punto acrescidos, a atual Fiorino que acabou de ganhar um facelift, o Mobi, a nova Strada que herda parte dele, dianteira do Argo que é 20% Punto e traseira da Fiorino e essa por sua vez é da Strada antiga. Outra herança é o motor Fire 1.nada que seguirá sua carreira no Mobi.
Ele foi o primeiro carro nacional com motor turbo e o primeiro com o Start&Stop.
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