DEPOIS DE 15 ANOS SANDERO DÁ ADEUS AO MERCADO E É O RENAULT BRASILEIRO MAIS VENDIDO DE TODOS OS TEMPOS
ESSE É O POST COMEMORATIVO 7600
Normalmente nós escolhemos alguma coisa para comemorar de 100 em 100 as postagens, mas agora com o fim do Sandero, vamos a trajetória, mas como o carro em sí ele continua: agora é o Stepway que é um modelo independente desde 2019, mas enfim o nome Sandero dá adeus depois de 15 anos e o modelo se despede como Renault brasileiro mais vendido de todos os tempos com mais de 1.100.000 unidades produzidas. então vamos colocar a trajetória do modelo.
A PRIMEIRA GERAÇÃO se dá em Novembro de 2007, ele chegava como sempre Hatch quatro portas, era basicamente o Hatch do Logan, mas com carroceria de visual diferente, ele era feito na plataforma B da Renault, chamada de B0 na específicação Dacia, ele media 4.02 metros de comprimento, 1.73 metros de largura, 1.53 metros de altura e 2.59 metros de entre -eixos, três opções de acabamento: Authentique, Expression e Privilége, única opção de câmbio: manual de cinco marchas e três opções de motor, a primeira era o 1 litro 16V da família D da Renault, o famoso D4D com bloco de ferro, cabeçote de alumínio, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada e com isso gerava 9.9KGFM a 4350RPM e 76CV a 5850RPM e com álcool vai a 10.1KGFM e 77CV esse disponível nas versões Authentique e Expression, a segunda opção é o 1.6 da família K, o famoso K7M com bloco de ferro, cabeçote de alumínio, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada e com isso gera 13.7KGFM a 2850RPM e 92CV a 5750RPM e com álcool vai a 14.1KGFM e 95CV esse disponível para as três versões de acabamento e por último o 1.6 16V da família K o famoso K4M de mesma concepção do 8 válvulas, mas com duplo comando de válvulas no cabeçote acionado por correia dentada e com isso gerava 15.1KGFM a 3750RPM e 107CV a 5750RPM e com álcool vai a 15.4KGFM e 112CV nas mesmas rotações. A sua suspensão utiliza molas helicoidais e amortecedores hidráulicos, na dianteira é Independente tipo McPherson e na traseira é semi - independente com eixo de torção e os freios discos ventilados na dianteira e tambores na traseira.
A primeira geração do Sandero chegava ao mercado com motores 1 litro 16V de 76CV com gasolina e 77CV com álcool, 1.6 de 92CV com gasolina e 97CV com álcool e o 1.6 16V de 107CV com gasolina e 112CV com álcool.
Curiosamente o Sandero retornava o 1.6 de 8 válvulas da família K na Renault brasileira junto com o Logan. Em Outubro de 2008 como linha 2009 chegava a versão Stepway, na época era versão do modelo, com câmbio manual de cinco marchas, suspensão elevada e o motor 1.6 16V da família K já citado aqui.
A versão Stepway chegava ao mercado com motor 1.6 16V
Em Junho de 2009 na linha 2010 sem alterações e a versão Vibe com motor 1.6 de 8 válvulas estreava no mercado. Em Junho de 2010 na linha 2011 o motor 1.6 16V dá adeus ao Sandero convencional só fica no Stepway, mas ele volta ao mercado em Outubro de 2010 na versão GT-Line que tinha visual esportivo e com isso a versão Privilége deu adeus.
O GT-Line chegava ao mercado com motor 1.6 16V de 107CV com gasolina e 112CV com álcool
Em Maio de 2011 na linha 2012 o Sandero ganhava nova grade dianteira e lanternas traseiras e junto com elas o GT-Line dá adeus e o motor 1.6 16V só ficaria na versão Stepway, as versões de acabamento eram Authentique, Expression, Privilége e a própria Stepway já citada, o câmbio manual de cinco marchas e o motores 1 litro 16 válvulas e o 1.6 eram mantidos.
O modelo ganhava nova grade dianteira e lanternas traseiras, já o motor 1 litro 16V era mantido e o 1.6 também, perdia o 1.6 16V temporariamente esse só voltaria com câmbio automático e mais tarde o 1.6 passa por alterações para gerar 98CV com gasolina e 106CV com álcool
O Stepway também é renovado e mantém o 1.6 16V e mais tarde ganha a opção do 1.6 de 8 válvulas
Em Junho de 2011 ele ganhava a opção do câmbio automático de quatro marchas e junto com ele a volta do motor 1.6 16V da família K a linha do modelo. Em Agosto de 2012 na linha 2013 o motor 1.6 passava por alterações e agora se chamava Hi-Power com taxa de compressão mais alta, ele agora gerava 14.5KGFM a 3850RPM e 98CV a 5750RPM com agsolina e com álcool vai a 15.5KGFM e 106CV e esse motor além das versões Expression e Privilége foi parar também no Stepway, que mantinha o motor 1.6 16V na série especial Rip Curl e o GT-Line voltava empurrado agora pelo 1.6 de 8 válvulas.
O GT-Line voltava ao mercado com motor 1.6 de 8 válvulas de 98CV com gasolina e 106CV com álcool.
Em Junho de 2014 já como linha 2015 chegava a segunda geração do Sandero, ele recebia atualizações na plataforma que recebia o nome de M0, é uma evolução da B, ele mede 4.06 metros de comprimento, 1.73 metros de largura, 1.53 metros de altura e 2.59 metros de entre -eixos, três opções de acabamento: Authentique, Expression e Dynamique, o câmbio sempre manual de cinco marchas e duas opções motor a primeira é o 1 litro 12V Hi-Power da família D que foi atualizado para gerar 10.2KGFM a 4250RPM e 77CV a 6000RPM e com álcool vai a 10.5KGFM e 80CV nas mesmas rotações e o 1.6 de 8 válvulas que foi atualizado no ano anterior era matnido, já o 1.6 16V sai de cena junto com câmbio automático e a própria Stepway e aliás o modelo melhor acabamento e outras coisa também junto.
A segunda geração do Sandero chega ao mercado com motor 1 litro 16V de 77CV com gasolina e 80CV com álcool e o 1.6 de 98CV com gasolina e 106CV com álcool, mais tarde chegava o três cilindros 1 litro 12V de 79CV com gasolina e 82CV com álcool e o 1.6 16V de 115CV com gasolina e 118CV com álcool
Em Novembro de 2014 mais duas novidades: a opção do câmbio manual-automatizado Easy-R atrelado ao motor 1.6 e o Stepway retornava na segunda geração agora com motor 1.6 de 8 válvulas completando a linha 2015.
O Sandero Stepway chegava ao mercado com motor 1.6 de 98CV com gasolina e 106CV com álcool, mais tarde ele trocava pelo 1.6 16V
Em Setembro de 2015 completando a linha 2016 chegavam duas novas versões para o Sandero: a GT-line e a R.S, a primeira como sempre apenas decoração, tinha para-choque diferente, mas ele era mais discreto que os GT - Line antes, o câmbio era manual de cinco marchas e o motor era o mesmo 1.6, mas ao mesmo tempo a Renault lançava o esportivo Sandero R.S, o motor agora era o 2 litros 16V da família F, o famoso F4R com bloco de ferro, cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas no cabeçote sendo variável na admissão, mas no Sandero o coletor ficou 20% mais largo e com isso gerava 20.2KGFM a 4000RPM e 145CV a 5750RPM e com álcool vai a 20.9KGFM e 150CV nas mesmas rotações,o câmbio manual de cinco marchas dava lugar ao manual de seis marchas, a sua suspensão era rebaixada em 2.5cm e com isso a altura caia para 1.50 metros e o comprimento passava a 4.07 metros, graças aos novos para-choques dianteiros e traseiros, além da nova grade e tinha um adesivo na lateral, mas tinha motor bem diferente dos outros, na própria suspensão bucha de poliuretano e outras alterações e os freios na traseira passavam a ser freios á discos sólidos, um esportivo de verdade sem dúvidas nenhuma e vocês sabem que é um carro que até hoje me cativa. (pena que não recebeu o 1.3 16V TCe, mas aí é outra conversa) e o para-choques tinham faróis com DRL.
O Esportivo R.S chegava ao mercado com motor 2 litro 16V de 145CV com gasolina e 150CV com álcool
O GT-Line voltava na segunda geração e o motor era o 1.6 das outras versões e mais tarde ele ganhava o 1.6 16V e o três cilindros 1 litro 12V
Vale uma menção honrosa a Globo Renault e também ao Maicom Alemão que hoje está com negócio próprio(sim ele tem uma revenda de usados hoje, a A10 veículos). Em Novembro de 2016 na linha 2017 ele troca os motores, o motor 1 litro 16V da família D dá lugar ao SCe três cilindros 1 litro 12V da nova família B da Renault com bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas variável no cabeçote acioando por corrente metálica e coletores variáveis que gera 10.2KGFM a 3500RPM e 79CV a 6350RPM e com álcool vai a 10.5KGFM e 82CV nas mesmas rotações, o câmbio manual de cinco marchas agora era por cabo e não por varões como era desde o lançamento e o 1.6 da família K dá lugar ao SCe 1.6 16V da família HR com bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas variável no cabeçote acionado por corrente metálica e coletores variáveis que gera 16KGFM a 4000RPM e 115CV a 5500RPM e com álcool vai a 118CV, já o R.S seguia com o motor 2 litros 16V da família F, o F4R e lógico os novos motores estavam disponíveis nas versões Authentique, Expression, Dynamique e GT-Line e a estreante Vibe com o três cilindros e o manual-automatizado Easy-R era mantido.
Em Outubro de 2018 na linha 2019 a GT-Line ganhava opção do motor três cilindros 1 litro 12V. Em Abril a manual-automatizada Easy-R dá adeus. Em Julho de 2019 na linha 2020 ele ganhou nova grade dianteira, faróis agora com DRL interno e novas lanternas traseiras, o Stepway passa ser um modelo independente com isso não trataremos dele nessa matéria, duas opções de câmbio: manual de cinco marchas e CVT, os motores três cilindros SCe 1 litro 12V e SCe 1.6 16V eram mantidos, ele vinha nas versões Life, Zen e Intense, sendo disponíveis assim: Life 1 litro 12V, Zen 1 litro 12V, Zen 1.6 16V Manual, Zen 1.6 16V CVT e Intense 1.6 16V CVT.
Nova grade dianteira, faróis e lanternas e nos motores continuava o três cilindros 1 litro 12V de 79CV com gasolina e 82CV com álcool e o 1.6 16V de 115CV com gasolian e 118CV com álcool e a novidade principal era o câmbio CVT.
Em Agosto era vez do já anunciado R.S chegar ao mercado, ele mantinha o câmbio manual de seis marchas, o motor 2 litros 16V da família F, o famoso F4R com 145CV com gasolina e 150CV com álcool, além de manter as alterações de suspensão e freios diferente das outras versões e o R.S mantinha a dianteira anterior, o adesivo lateral era mais discreto e lógico ele ganhava as novas lanternas traseiras e tampa do porta-malas
O Sandero R.S manteve o motor 2 litros 16V de 145CV com gasolina e 150CV com álcool.
Em Junho de 2020 na linha 2021 o GT-Line voltava ao mercado, lógico como sempre apenas o visual era esportivo(o R.S sim sempre foi o esportivo completo da marca no Brasil) e com duas opções de motor: o três cilindros 1 litro 12V atrelado ao câmbio manual e o 1.6 16V atrelado ao câmbio CVT.
O Sandero GT-Line com visual esportivo chegava ao mercado e os motores eram o três cilindros 1 litro 12V de 79CV com gasolina e 82CV com álcool e o 1.6 16V de 115CV com gasolina e 118CV com álcool
Em Fevereiro de 2021 antecipando a linha 2022, o Sandero perde a opção do câmbio CVT e junto com ela o motor 1.6 16V, só ficava as versões Life, Zen e GT-Line essas com motor 1 litro 12V e a R.S com motor 2 litro 16V, havia expectativa que ele receberia o 1.3 16V TCe, o que acabou não acontecendo, em Dezembro de 2021 as versões Life, Zen e GT-Line são substiuídas de uma vez só pela S-Edition que tinha para-choques herdados do Sandero R.S e o motor três cilindros 1 litro 12V e no mesmo mês o R.S ganhava a série especial Finale de 100 unidades do kit Finale e agora em Outubro de 2021 com a chegada do Stepway 1 litro 12V, depois de 15 anos o Sandero dá adeus ao mercado, sim foi morto e enterrado, mas o nome, o carro em si, digamos, assim. segue: o Stepway, embora agora seja um modelo independente e ele deixa como herança os motores 1 litro 12V para Logan e Stepway e para o Kwid na versão sem variação e deixa como herança também a plataforma B que segue além de Logan e Stepway, no Duster, Oroch e Captur.
O Post 7600 é o adeus do Sandero.
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