DEPOIS DE 25 ANOS(23 COMO NACIONAL) O FIESTA DÁ ADEUS AO MERCADO BRASILEIRO.
Crônica de uma morte anunciada, simples assim. Isso se aplica ao Fiesta nacional que alcançou a condição de Ford mais vendido de todos os tempos, superando o Corcel, mas desde 2014 as vendas vinha em queda e pelo que se via parecia o seu último ano de vida em 2019, mas não desta forma: A Ford em fevereiro anunciou o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo-SP e além do Fiesta os caminhões foram junto, a fábrica que foi comprada da Willys onde já saíram Corcel, Belina, Maverick, Del Rey, Pampa,Escort(até 1996 e depois passou a vir da Argentina),Verona(também até 1996 e passou a vir da Argentina), Volkswagen Logus(entre 1993 e 1996), Volkswagen Pointer(entre 1994 e 1996) esses dois últimos sendo durante a Autolatina, Ford Fiesta de primeira geração nacional, Ford Ka de primeira e segunda geração, Ford Courier, Ford F250, Caminhões Ford Série F e o Ford Cargo(esses desde 2001 até o ano de 2019) e a última geração do Fiesta aliás os Fiesta vão entrar em detalhes, mais adiante na matéria, além é claro dos próprios modelos herdados da Willys e fabricados durante da Willys: Jeep Willys, Rural, Pick-up Jeep/F75, Aero, Itamaraty, Gordini e Interlagos.
Vale a observação que o Galaxie, a Ford F100/F1000, os caminhões da Série F(Até o ano 2000), Cargo(1985-2000) , Ford F250(entre 1998 e 2000) e os caminhões Volkswagen entre 1989 e 1996 foram feitos na antiga fábrica do Ipiranga já fechada, o EcoSport, atual geração do Ka, o Fiesta de segunda geração nacional feitos em Camaçari-Bahia, o Escort entre 1996 e 2003 passou a vir de General Pacheco Argentina e de quebra trouxe o sedã e a perua, o sedã saiu de cena em 1998, o Focus(até o ano 2019, o Hatch já se foi e o Fastback, nome atual do sedã também, e teremos a seção mortos e enterrados sobre ele também) também veio da Argentina, assim como a picape Ranger, o Fusion vem do México, os antigos Taurus e Explorer vieram dos EUA, assim como a primeiras Ranger entre 1994 e 1996. Agora vamos ao Fiesta que é o foco de hoje.
O MODELO IMPORTADO DA ESPANHA
O Fim da Autolatina foi em outubro de 1994, apesar de as empresas manterem o acordo em de troca de produção até o final de 1996 e isso explica os dois anos extras de Versailles e Royale na Ford, Logus e Pointer na Volkswagen e o próprio CHT 1000 de injeção monoponto no Gol 1000 até o final de 1996 e o AP 1800 e AP 2000 na linha Ford, voltando ao Fiesta, ele era importado da Espanha em outubro de 1994 na linha 1995 com carroceria duas e quatro portas, o câmbio era manual de cinco marchas e o motor era Kent/Valencia 1.3 rebatizado de Endura-E com bloco e cabeçote de ferro, comando de válvulas no bloco acionado por varetas e corrente metálica e com isso gerava 10.3KGFM a 2500RPM e 60CV a 5000RPM, dotado é claro de injeção multiponto, quando chegou ao Brasil ele já estava na terceira geração lançada em 1989 na Europa e seguiu sem mudanças até Abril de 1996 quando o modelo nacional estreava no mercado nacional.
A PRIMEIRA GERAÇÃO DO MODELO NACIONAL
O modelo fabricado em São Bernardo do Campo-SP chega ao mercado em Abril de 1996, era a quarta geração do Fiesta e a primeira como nacional, aliás é um forte facelift sobre a terceira, mudando grade faróis, para-choques, para-lamas e na traseira lanternas, cortes da tampa do porta-malas, ele media 3.83 metros de comprimento, 1.63 metros de largura, 1.39 metros de altura e 2.45 metros de entre - eixos, o modelo era feito na plataforma B da Ford. O câmbio sempre era manual de cinco marchas, de início ele veio apenas na versão de acabamento CLX, que trouxe duas opções de motores, a primeira era o Kent/Valência Endura-E 1.3 já citado em detalhes no modelo espanhol mas aqui ele gerava 10.2KGFM a 2500RPM e 50CV a 5800RPM e a segunda opção era o bem moderno Zetec-Sigma 1.4 16V com bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas no cabeçote acionado por correia dentada com isso gerava 12.5KGFM a 4500RPM e 89CV a 5600RPM, inclusive era um contraste violento que se viu 23 anos antes no Maverick: na versão de entrada o motor mais antigo, inclusive mais antigo que o próprio Renault Sierra/Cléon/CHT usado no Escort por exemplo e na topo de linha o motor mais moderno do país na sua época, em junho de 1996 era vez da versão "básica" estrear no mercado, ela vinha com motor Kent/Endura-E 1.nada que gerava 7.9KGFM a 4000RPM e 52CV a 5000RPM de mesma concepção do 1.3. Na linha 1997 nada muda, em outubro de 1997 na linha 1998 nada muda, aliás sobre os motores o Kent/Valência/Endura-E vinha em CKD da Espanha e o 1.4 16V vinha totalmente importado da Espanha. Em outubro de 1998 na linha 1999 o motor 1.3 dava adeus, e a versão de acabamento Class é adicionada ao 1.nada.
O FACELIFT E O NOVO MOTOR: Em outubro de 1999 ele ganha nova grade dianteira, faróis e para-choques e a reboque deles, um novo motor, o Kent/Endura-E 1.nada dava lugar ao então novo Zetec Rocam 1.nada com bloco de ferro, cabeçote de alumínio e comando de válvulas simples no cabeçote acionado por corrente metálica que gerava 8.9KGFM a 3250RPM e 65CV a 6000RPM e o Zetec 1.4 16V dava lugar ao novo Zetec Rocam 1.6 da mesma concepção do 1.nada que gerava 14.3KGFM a 2250RPM e 95CV a 5500RPM, o Fiesta 1.nada tinha um desempenho ágil para um carro 1.nada na época e o 1.6 andava bem para um 1.6 de oito válvulas na época, lógico longe um Palio 1.6 16V ou Gol Geração 3 2.nada. As versões de acabamento agora eram GL, GL Class e GLX, as duas primeiras com o 1.nada e a terceira com o 1.6.
Facelift com nova grade dianteira e motor 1.nada de 65CV e 1.6 de 95CV
E o motor era totalmente fabricado no Brasil, em Taubaté-SP, em outubro de 2000 na linha 2001 nada muda, em outubro de 2001 na linha 2002 preparando para a nova geração do modelo, ele agora se chamava Fiesta Street, mas mantinha os motores 1.nada e 1.6.
Agora ele é renomeado Fiesta Street
Em outubro de 2002 na linha 2003 nada muda ele convive com a segunda geração do modelo nacional que você verá mais adiante em detalhes, em outubro de 2003 na linha 2004 ele perde a opção do motor 1.6 e passa a ter somente o 1.nada e os borrachões dos para-choques são na cor do veículo, foi a última tentativa para um veículo que não foi destaque em vendas(a próxima geração do modelo sim, que vou entrar em detalhes) e estava cada vez vendendo menos era o último suspiro e em junho de 2006 ele deu adeus, mas ele deixava como herança sua plataforma para o Ka de primeira geração e posteriormente de segunda geração e para a Courier e lógico o Ka da segunda geração deu adeus em outubro de 2013 e a Courier em maio de 2013 marcando o fim da plataforma B da Ford no Brasil e se analisar até no mundo.
O último Street: Borrachões nas portas e apenas motor 1.nada
A SEGUNDA GERAÇÃO DO MODELO NACIONAL
O primeiro modelo a sair da fábrica de Camaçari-Bahia, em Abril de 2002 era a segunda geração do Fiesta nacional, na época reergueram a Ford brasileira(agora a situação da Ford mundial é complicada..), mas voltando ao mercado nacional, ele media 3.91 metros de comprimento, 1.68 metros de largura, 1.46 metros de altura e 2.49 metros de entre - eixos, as versões de acabamento eram denominadas pelo motor: A primeira era o 1.nada com o motor Zetec Rocam 1.nada herdado da primeira geração que gerava 8.9KGFM a 2750RPM e 66CV a 6000RPM, a segunda opção era o 1.nada Supercharger, era o Zetec 1.nada com compressor volumétrico ou Supercharger que gerava 12.6KGFM a 4200RPM e 95CV a 6000RPM e a terceira e última era a 1.6 com motor Zetec Rocam 1.6 que agora gerava 14.7KGFM a 4750RPM e 98CV a 5750RPM, o câmbio era sempre manual de cinco marchas, devido ao peso bem maior, a versão 1.nada não conseguia lídar bem com esse peso extra, o 1.nada Supercharger tinha consumo mais alto que o 1.6 e já era a linha 2003 do modelo. Em outubro de 2004 na linha 2005 duas novidades: a versões de acabamento passavam ser divididas em First e Trend, já nos motores se mantinham o 1.nada e o 1.nada Supercharger, mas o Zetec Rocam 1.6 passava a ser Flex e com isso gerava 14.8KGFM a 4250RPM e 105CV a 5750RPM e com álcool vai a 15.8KGFM e 111CV nas mesmas rotações, a potência era bem próxima aos 1.8 usado por Fiat Palio e Chevrolet Corsa(no caso ambos Família I, já que na época a Fiat usada o motor 1.8 da GM) e a reboque do motor Flex ganhavam acelerador eletrônico. Na linha 2006 sem mudanças, Em junho de 2006 o motor 1.nada Supercharger dá adeus ao mercado, em setembro de 2006 na linha 2007 o motor Zetec Rocam 1.nada passava ser Flex com isso gerava 9.1KGFM a 4750RPM e 71CV a 6000RPM e com álcool vai a 9.3KGFM e 73CV, melhor um pouco, mas ainda assim insuficiente para o peso do Fiesta.
A CHEGADA DO FACELIFT se dá em janeiro de 2007 já como linha 2008 nova grade dianteira, faróis, para-choques, uma leve melhora de acabamento e lógico manteve os motores 1.nada e 1.6 sem alterações. lógico que essa geração do Fiesta foi a bem mais sucedida dos Fiesta no Brasil, inclusive essa geração foi a maior responsável pelo Fiesta passar o Corcel e assumir o posto de Ford brasileiro mais vendido de todos os tempos.
Ele ganhava nova grade dianteira, faróis e para-choques, de início os motores eram o 1.nada de 71CV com gasolina e 73CV com álcool e o 1.6 com 105CV com gasolina e 111CV com álcool, mais tarde eles perdem potência: 69CV com gasolina para o 1.nada, 101CV para o 1.6 com gasolina e 107CV para o 1.6 com álcool, o 1.nada com álcool se mantém nos 73CV
Em outubro de 2008 para se adequar a legislação anti-poluentes, os motores perdem um pouco de potência e torque, o Zetec Rocam 1.nada Flex passava a gerar 9KGFM a 4750RPM e 69CV a 6000RPM com gasolina e com álcool mantém os 9.3KGFM e 73CV nas mesmas rotações e o 1.6 passava a gerar 14.3KGFM a 4250RPM e 101CV a 5750RPM com gasolina e com álcool 15.3KGFM e 107CV nas mesmas rotações, em outubro de 2009 na linha 2010 nada muda.
A CHEGADA DE UM NOVO FACELIFT Se dá em março de 2010 na linha 2011, esse não ficou bem , nova grade dianteira, faróis e para-choque dianteiro que não combinaram com o resto do carro, já os motores ficaram sem alterações e era a linha 2012 e em Junho ele passou a se chamar Fiesta Rocam para diferenciar da nova geração vinda do México, primeiro na carroceria sedã e um ano depois o Hatch que já vamos entrar em detalhes.
Novo Facelift e manteve o motor 1.nada de 69CV com gasolina e 73CV com álcool e o 1.6 de 101CV com gasolina e 107CV com álcool
Em outubro de 2011 na linha 2012 nada muda e convivendo com o novo Hatch importado do México, em outubro de 2012 na linha 2013 nada muda, em abril de 2013 na linha 2014 ele passa a ser vendido nas versões de acabamento S e SE e ele segue até Junho de 2014 quando chega a terceira geração do Ka que entra no seu lugar ele dá o seu adeus, é o adeus da plataforma B3 da Ford no Brasil.
A TERCEIRA GERAÇÃO DO MODELO NACIONAL
A terceira geração nacional, na verdade contando com o Espanhol é a quarta geração do Fiesta em terras brasileiras, ele começou vindo do México em outubro de 2011 como linha 2012, ele media 4.06 metros de comprimento, 1.72 metros de largura, 1.47 metros de altura e 2.49 metros de entre -eixos, o modelo era feito na plataforma B-Global, o motor dele era brasileiro: o Zetec Sigma 1.6 16V com bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas no cabeçote acionado por correia dentada com isso gerava 15.8KGFM a 4250RPM e 110CV a 6250RPM e com álcool vai a 16.2KGFM e 115CV nas mesmas rotações e apenas em uma versão de acabamento: a SE, e única opção de câmbio: manual de cinco marchas. Seguiu sem alterações, em outubro de 2012 na linha 2013 nada muda.
A NACIONALIZAÇÃO E O FACELIFT acontece em maio de 2013 já como linha 2014, ele ganhava nova grade dianteira, faróis, para-choques e mudança no layout interno da lanterna, ele passava a ser feito em São Bernardo do Campo-SP e o facelift fez o comprimento dele cair para 3.97 metros, algo bem raro, agora ele tinha duas opções de câmbio: o manual de cinco marchas e o manual-automatizado de dupla embreagem de seis marchas chamado de Powershift, duas opções de motores: o Zetec-Sigma 1.5 16V que gerava 14.8KGFM a 4250RPM e 107CV a 6250RPM com gasolina e com álcool gerava 15KGFM nas mesmas rotações do torque e 110CV a 5500RPM, o motor tinha a mesma concepção do 1.6, já o 1.6 16V ganhava o Ti-VCT sigla de comando de válvulas variável e coletores variáveis em inglês da Ford com isso gerava 15.4KGFM a 4250RPM e 125CV a 6500RPM com gasolina e com álcool vai a 16KGFM a 5000RPM e 130CV nas mesmas rotações da potência com gasolina. E agora as versões de acabamento eram essas: S, SE e Titanium, sendo que agora eram assim: S 1.5 16V Manual, SE 1.5 16V Manual, SE 1.6 16V Manual, SE 1.6 16V Powershift, Titanium 1.6 16V Manual e Titanium 1.6 16V Powershift.
O Fiesta ganha o facelift e a reboque o motor 1.5 16V de 107CV com gasolina e 110CV com álcool e o 1.6 16V de 125CV com gasolina e 130CV com álcool , mais tarde cai para 128CV e mais tarde chegava o Ecoboost 1.nada 12V Turbo de 125CV
Em Junho de 2014 na linha 2015 a linha Fiesta chegava sem alterações, em abril de 2015 chegava a linha 2016 o motor 1.6 16V agora gerava 15.8KGFM a 4250RPM e 125CV a 6500RPM e com álcool vai a 16KGFM a 5000RPM e 128CV nas mesmas rotações da potência, já o 1.5 16V sem alterações, em agosto de 2016 chegava a linha 2017 que abandonava o motor 1.5 16V na entrada e de quebra a versão S, agora apenas SE e Titanium e estreava a SEL no meio delas, mantém o 1.6 16V e como opção para o Titanium estreava o Ecoboost três cilindros 1.nada 12V da família Fox(não confundir com Volkswagen Fox) com bloco de ferro, cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas variável no cabeçote acionado por correia dentada, coletores variáveis, turbo, intercooler e injeção direta que gerava 17.3KGFM a 1400RPM e vai até 4300RPM e 125CV a 6000RPM, o motor era importado da Romênia e esses atrelado ao câmbio Powershift.
O ÚLTIMO FACELIFT Ganhou nova grade dianteira, que não combinaram com o resto do visual do carro, faróis e novo layout interno das lanternas, as versões de acabamento eram SE, SE Style,SEL, SEL Style e Titanium, manteve as duas opções de motores e câmbio, sendo que as versões estão assim: SE 1.6 16V manual ,SE Style 1.6 16V Manual, SEL 1.6 16V Manual, SEL 1.6 16V Powershift, SEL Style Ecoboost 1.nada 12V Turbo e Titanium 1.6 16V Powershift, os motores não tiveram alterações e isso foi feito em Dezembro de 2017 na linha 2018.
O Fiesta ganhava seu último facelift de início com motor 1.6 16V de 125CV com gasolina e 128CV com álcool e o três cilindros 1.nada 12V Turbo de 125CV esse apenas á gasolina.
Em Janeiro de 2019, era lançada a linha 2019, a versão Titanium dá o seu adeus, o câmbio Powershift de dupla embreagem também e o motor três cilindros Ecoboost 1.nada 12V dava adeus junto também, só ficava o 1.6 16V, o câmbio manual e em três versões de acabamento: SE, SE Style e SEL era o começo do fim, mas não se esperava que seria tão dramático, digamos assim, em Fevereiro a Ford anuncia o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo-SP era questão de tempo o adeus oficial e ele chegou agora com ele o adeus do motor Zetec Sigma 1.6 16V, o Fiesta sai de cena sem deixar sucessor, afinal o Ford Ka já caminhava em direção a ganhar mais sofisticação com o câmbio automático de seis marchas e o novo motor três cilindros 1.5 12V da família Dragon, então é sucedido pelas versões mais caras do Ka, nos últimos dias o Fiesta estava sendo vendido a preço de Ka 1.nada 12V. Com isso Fiesta está oficialmente morto e enterrado no Brasil, depois 23 anos como nacional e 25 anos totais de mercado brasileiro, mas deixa como herança a plataforma B-Global da Ford para o próprio Ka, Ka Sedan e EcoSport.












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