RENAULT CONTA A HISTÓRIA DA SUA DIVISÃO ESPORTIVA: ALPINE

                                            

A TRAJETÓRIA DA ALPINE DO COMEÇO ATÉ OS DIAS ATUAIS 

A Alpine tem uma longa história no automobilismo e em carros esportivos e inclusive até mesmo no Brasil, como Willys Interlagos, mas a Alpine em 2021 passou a ser a divisão esportiva da Renault tomando o lugar da Renault Sport que havia tomado o seu lugar.

  Jean Redéle corria com 4CV preparado nas montanhas da França, mas em 1955 ele cria o seu primeiro carro era o Alpine A 106 

                                                                ALPINE A 106 
                                                   

O primeiro carro da Alpine chegava ao mercado em 1955 destacava-se a carroceria de fibra de vidro, o que adicionava leveza, o câmbio era manual de quatro marchas, já o motor era o Ventoux Família B de 747cm3 ou se preferir 0.7 só que com três variantes de potência: 21CV, 30CV e 43CV e ele foi fabricado até Outubro de 1959.

                                                  ALPINE A108/WILLYS INTERLAGOS 
                                             

O segundo modelo da Alpine é lançado em Outubro de 1957 é o A108, que tinha câmbio manual de quatro marchas e os motores eram o Ventoux 845cm3(0.8) da antiga da família B de 32CV, o Ventoux 904cm3(0.9) de 45CV e o 1000 de 56CV, mas com pouco torque em baixas rotações e pouca vida útil, em Outubro de 1961 ele começa a ser fabricado no Brasil como modelo 1962 e mudava de nome: Willys Interlagos e os motores eram o 845cm3, o 904cm3 e o 1000cm3 só que a potência era em valores brutos como na época no Brasil: 40CV no 0.8, 56CV no 0.9 e 70CV no 1000, mas esse última tinha pouca vida útil ele era feito sob licença pela Willys e fez a fama de um piloto: Bird Clemente, além dele o próprio Emerson Fittipaldi que se tornaria campeão de Formula 1 anos mais tarde começou nele e em outubro de 1964 o A108 dá adeus na França, já no Brasil o Willys Interlagos sairia de cena em outubro de 1966 antes da Ford comprar a Willys, mas Ford não pensou em um sucessor direto dele.

                                                   
O Willys Interlagos com a pintura da equipe Willys deu a fama a Bird Clemente 

                                                                ALPINE A110 
                                           

O Lendário A110 começa a sua carreira em Outubro de 1961 na linha 1962 na França, além do cupê e do conversível, tinha o GT4 e os motores eram o Sierra Cléon 1000 de 956cm3 com 44CV e com comando de válvulas mais bravo e taxa de compressão mais alta foi a 75CV e lógico os motores agora eram preparados por Amadeé Gordini, em Julho de 1963 como linha 1964 chegava o câmbio manual de cinco marchas no lugar do de quatro marchas, e a potência caia para 40CV e 70CV respectivamente e ganhava uma opção intermediária com 50CV, em Outubro de 1964 na linha 1965 ela ganhava o motor Sierra Cléon 1100 que aqui no Brasil em versões 1300,1400  até 1600 equipou vários Ford entre eles Corcel, Belina e Escort e durante a Autolatina Gol, Parati, Voyage e Saveiro 1.6, voltando ao A110, o 1.1 tinha preparação para gerar 95CV, o 1300 preparado por Amadeé Gordini tinha 110CV, os 1000 continuavam, mas em Outubro de 1966 na linha 1967 o 1000 dava adeus, o 1100 continuava como opção de entrada e estrava o 1500 da família A com bloco e cabeçote de alumínio e comando de válvulas no bloco que gerava 78CV e o 1300 de 110CV era mantido como topo de linha, em outubro de 1968 na linha 1969 chegava um novo 1300 Sierra Cléon e preparado gerar 88CV o 1500 da família A dá lugar ao 1600 e com isso vai a 92CV e na mesma época a Renault que já era próxima de Jean Redéle e da Alpine compra ela e vira sua divisão de esportivos, em Outubro de 1969 na linha 1970 chegava um novo A100 totalmente maior e o motores eram o Família A 1600 de 80CV, o Sierra Cléon C 1300 de 88CV, o 1300S que tinha o Sierra Cléon 1300 que aqui foi usado no Corcel, mas foi preparado pela Alpine para gerar 120CV e o 1600S da família A que gerava 125CV líquidos, mas eram 140CV brutos.

                                                            
A segunda geração do A110 chegava ao mercado com motores 1600 de 80CV e 125CV no topo(140CV brutos) e no meio os 1300 de 88CV e 120CV.

Em Outubro de 1970 na linha 1971 o 1.6 da família A de 80CV dá lugar ao Sierra Cléon C 1.3 de 81CV é basicamente o motor que equipou o Corcel I brasileiro de 1968 até 1973. Em Outubro de 1971 na linha 1972 o 1300S passou a gerar 132CV, em Outubro de 1972 na linha 1973 o 1600 ganhava injeção eletrônica e passava gerar 126CV líquidos(140CV brutos mantidos) e no ano de 1973 ele se torna o primeiro campeão do WRC, lógico A110 conquistou vários Rally de Monte Carlo e o 1600 á carburador continuava disponível e na mesma época que comemorava o título do WRC em outubro de 1973 na linha 1974 os motores 1300 e 1300S dão adeus ao Alpine,  em outubro de 1974 na linha 1975 nada muda, em outubro de 1975 na linha 1976 o Alpine A110 1600S dá adeus e entra o A110 1700 de 95CV e seguiu até Outubro de 1978 quando ele deu adeus.

                                                                ALPINE A 310 
                                                       

A  Alpine preparava um sucessor para o A110, em Outubro de 1970 na linha 1971 era lançado o A 310 com o motor 1600S da família A com 126CV seja carburador ou injeção eletrônica, em Outubro de 1976 na linha 1977 ele ganhava o motor V6 PRV(Peugeot-Renault-Volvo) 2.7 de 152CV e o 1600S dava adeus ao A310, em Outubro de 1983 na linha 1984 ele ganhava o PRV V6 2.9 de 193CV ele dá adeus ao mercado no ano seguinte.

                                                                         ALPINE GTA/ A 610 
                                                     

O GTA era lançado em outubro de 1984 na linha 1985 chegava em versão aspirada com o motor VR6 PRV 2.9 de 160CV e a PRV V6 2.5 Turbo com 200CV, o câmbio era manual de cinco marchas, seguiu sem alterações até o outubro de 1990 quando chegou A 610 que tinha o motor PRV V6 3 litros Turbo com 250CV, se tornando o Alpine mais potente até então fabricado e lógico tinha motor e tração traseiros, como todos os Alpines fabricados até então, mas em 1995 ele dá adeus ao mercado com ela a Alpine se vai, afinal em 1973 a Renault também compra a Gordini e junta os departamentos e cria a Renault Sport em 1977 e em 2000 ela tem seus primeiros carros, no caso o Clio R.S 172 e o Clio V6. Voltando ao A610, assim com o A310 o câmbio sempre foi manual de cinco marchas.

                                                          ALPINE A 110
                                                

A Alpine renasce em 2013, mas ela volta ao mundo dos carros de rua em Abril de 2017 como linha 2018 é lançado o A110 que tinha baixo peso de 1080KG(mais leve que um Sandero), câmbio manual-automatizado de dupla embreagem com sete marchas e o motor é o 1.8 16V TCe da família MR com bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas variável no cabeçote acionado por corrente metálica, coletores variáveis, turbo e intercooler e gerava 252CV, em 2019 na linha 2020 chegava a versão S com o motor 1.8 16V TCe calibrado para gerar 292CV e o motor agora é central e tração é traseira e no mesmo ano de 2019 foram criados modelos da Rally e GT4 para competir.

                     A ESTRÉIA NA FORMULA 1 E AGORA A DIVISÃO ESPORTIVA DA RENAULT 
Se Alpine deu lugar a Renault Sport no passado, agora a Alpine entra no lugar da Renault Sport e de quebra faz a sua estreia na Formula 1.








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