CHEVROLET BATE EM RETIRADA DO SEDÃS MÉDIOS E COM ISSO ENCERRA UM LEGADO DA MARCA COM O FIM DO CRUZE
Eu já disse que os sedãs médios estão em crise, é uma notícia triste, aliás uma carroceria que eu particularmente gosto e que vai se indo, lógico já perdemos o Fiat Linea em 2016(embora não seja um sedã médio propriemanete dito), depois dele em 2018 foi vez do Renault Fluence dar adeus, em 2019 foi a vez de mais dois modelos: Peugeot 408 e Ford Foucs, em 2020 foi a vez do Mitsubishi Lancer nacional, em 2022 foi a vez de Citroën C4 Lounge e Honda Civic X que foi último nacional, lógico o Sentra tinha saído em 2021, mas voltou em 2023 e lógico para expor mais a crise uma marca tradicional no segmento que começou com o Opala(sim, depois dos anos 1980 ele foi reposicionado para cima, digamos assim), Monza e Vectra sai de cena do segmento que ela foi líder um dia com o fim da produção do Cruze, aliás o mercado hoje quer SUVs compactos e picapes, mas parece não querer mais eles, tanto que só sobrevivem o Toyota Corolla e o próprio Nissan Sentra, o Volkswagen Jetta sobrevive na versão esportiva GLI e só, as versões "cívis" foram embora. No caso do Cruze a produção foi até Dezembro de 2023, mas os estoques duraram até agora com isso o adeus agora oficial do Cruze, ele só estava morto e só faltava enterrar, aliás vou esclarecer: morto e enterrado não tem nada de pejorativo, é quando um carro sai de linha eu coloco essa sessão, bom agora vamos contra a trajetória do sedã.
PRIMEIRA GERAÇÃO
A primeira geração do Cruze chegava ao mercado em Setembro de 2011 como linha 2012, lógico a carroceria hatch viria no início de 2012, já contamos aqui, mas agora é vez do sedã, ele chegava na plataforma Delta II, ele tinha apenas 30% dos componentes nacionais, os 70% restantes eram importados no caso a lataria vinha da Coréia do Sul, ele chega nas versões LT e LTZ, duas opções de câmbio: manual e automático ambos de seis marchas por isso a Chevrolet na época chamava Ecotec6, e única opção de motor: O Ecotec 1.8 16V derivado da família I importado da Hungria, o câmbio vinha da França, com bloco de ferro, cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas variável no cabeçote acionado por correia dentada e coletores variáveis que gerava 17.9KGFM a 3850RPM e 140CV a 6300RPM com gasolina e com álcool vai a 18.9KGFM e 144CV com álcool, o consumo desse motor era alto, era muito reclamação do consumo, enfim parecia seguir a trilha dos sedãs da GM: moderno, confortáveis, mas sedentos e lógico espaço traseiro era inferior ao antecessor, ele media 4.60 metros de comprimento, 1.79 metros de largura, 1.48 metros de altura e 2.68 metros de entre -eixos. Em Outubro de 2012 na linha 2013 sem mudanças, em Outubro de 2013 na linha 2014 sem mudanças. Em Outubro de 2014 na linha 2015 vem novo para-choque dianteiro com faróis de DRL em Led, cromado na grade dianteira e grade dianteira tipo reta, vinha nas versões LT e LTZ, com motor 1.8 16V e o câmbio manual ou automático de seis marchas.
Novos para-choques dianteiros com DRL, grade dianteira e lanternas
Em Outubro de 2015 na linha 2016 ele perde o câmbio manual de seis marchas e em Junho chegava a segunda geração que vamos citar abaixo.
SEGUNDA GERAÇÃO
A segunda geração do Cruze chegava em Junho de 2016 como linha 2017 agora produzida em General Alvear, Rosário, Argentina, ele agora vinha na plataforma D2XXX a sua plataforma era tão moderna(e ainda é) que obrigou a Chevrolet modernizar radicalmente a planta e enterrar dois modelos feitos na plataforma GM 4200 no caso o Agile que desde 2014 abastecia apenas o mercado argentino e o Corsa Sedan Classic, ele media 4.66 metros de comprimento, 1.81 metros de largura, 1.48 metros de altura e 2.70 metros de entre -eixos, o câmbio era apenas o automático de seis marchas e vinha nas versões LT e LTZ e o motor agora era o Ecotec 1.4 16V Turbo da família SGE da GM(Small Global engine) com bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas variável no cabeçote acionado por corrente metálica, coletores variáveis, turbo, intercooler e injeção direta de início importado do México, o motor gerava 24.1KGFM a 2100RPM e 150CV a 5600RPM e com álcool vai a 24.5KGFM a 2000RPM e 153CV nas mesmas rotações, inclusive foi lançado poucos meses depois do mercado norte-americano. Em Outubro de 2017 na linha 2018 sem alterações. Em Outubro de 2018 na linha 2019 sem sem alterações e em Agosto de 2019 na linha 2020 ele ganhava nova grade dianteira, faróis, para-choques e lanternas na versão Premier que entrava no lugar da LTZ, agora só ficava LT e Premier, já o câmbio continuava o mesmo automático de seis marchas assim como o motor 1.4 16V Turbo.
Nova grade dianteira, faróis e para-choques e novas lanternas na versão Premier.
Em 2020 ele passa ser produzido apenas na planta argentina de Alvear, já que deixou de ser produzido no México, EUA e China em 2019 e com isso o motor 1.4 16V Turbo passa a ser feito naquela planta, inclusive o pessoal de lá estudou instalar o 1.4 Turbo no Tracker atual, mas ficaria muito caro e em Outubro de 2020 na linha 2021 a versão LTZ retornava com para-choques do Hatch Sport 6 e lanternas do Premier. Em Outubro de 2021 na linha 2022 sem grandes alterações só a série especial Midnight. Em Outubro de 2022 na linha 2023 sem grandes mudanças e em Dezembro de 2023 ele deixa de ser produzido, ou seja já estava morto só faltava enterrar, algo que ocorreu com o próprio Civic nacional, mas no caso do Cruze foi o prolongamento disso e com isso depois de quase 13 anos de mercado o Cruze dá adeus ao mercado, mas deixar como herança a plataforma D2XXX para o mexicano Equinox e o próprio motor 1.5 do Equinox é da mesma família desse 1.4 ou seja a Chevrolet dá adeus ao segmento que uma dia ela foi líder e com isso a dinastia começou pelo Opala, Monza e Vectra dá o seu adeus em definitivo, afinal o mercado quer SUV e picapes hoje em dia, principalmente os primeiro e o hatchs médios se foram com o Cruze Sport 6.





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