MORTO E ENTERRADO: JEEP GRAND CHEROKEE DÁ ADEUS AO MERCADO BRASILEIRO

                                                     

DEPOIS DE 31 ANOS A  VENDA NO MERCADO BRASILEIRO(SENDO 2 ANOS E MEIO COM PRODUÇÃO ARGENTINA) A GRAND CHEROKEE DÁ ADEUS AO MERCADO BRASILEIRO 

Não foi só, a Mitsubishi L200 que deu adeus ao mercado brasileiro, já adianto que a seção morto e enterrado não tem nada de pejorativo e sim quando um carro sai de linha no mercado brasileiro, então agora é vez da Jeep Grand Cherokee e vale uma observação: vamos tratar de modelos á venda no Brasil, esqueça o V8 5.9 que veio por importadores independentes na primeira geração e o Trackhawk que tem o motor V8 6.2 Supercharger e os atuais Hurricane 6(hoje no Brasil, a Ram 1500 vendida tem esse motor).

A CHEGADA DA PRIMEIRA GERAÇÃO: Se dá em Outubro de 1994 na linha 1995, o câmbio era apenas o automático de quatro marchas e duas versões de acabamento: Laredo e Limited, a primeira vinha o seis cilindros AMC 242 de 4 litros com bloco e cabeçote de ferro, comando de válvulas no bloco acionado por varetas e corrente metálica que gera 30.7KGFM a 3000RPM e 178CV a 4400RPM e para a Limited vinha o motor Magnum V8 318 5.2 litros é basicamente o motor dos nossos Dodge Dart/Charger/Le Baron/Magnum só que recebeu várias atualizações nos EUA  com bloco e cabeçote de ferro, comando de válvulas no bloco acionado por varetas e corrente metálica e no caso dos dois motores, a injeção multiponto e com isso passou a gerar 39.6KGFM a 2250RPM e 212CV a 4400RPM e a sua suspensão era eixo rígido nos dois eixos com molas helicoidais. Em Outubro de 1998 na linha 1999 ela passa a vir da Argentina, no mesmo tempo em que a Chrysler abria a fábrica de Campo Largo-PR para a antiga Dakota, decide alugar uma parte da fábrica da Fiat em Ferreya, Cordoba(sim, alugar, por que a Chrysler na época não era do mesmo grupo), com a mesmas opções de câmbio e motores do norte-americano, inclusive o mesmo visual, por fora só se sabe se é Argentina ou norte-americano pelo ano.

                                                                  
A Jeep Grand Cherokee aqui já no modelo argentino, chegava ao mercado brasileiro com motor seis cilindros 4 litros de 178CV e o V8 5.2 de 212CV e sim esse V8 5.2 tem lembranças dos brasileiros...

A primeira geração conviveu com a segunda geração durante seis meses e já vamos explicar o por que.

A SEGUNDA GERAÇÃO CHEGA AO MERCADO em Agosto de 1999 ainda importada da Austria, sim era feito pela Magna Steyr, o câmbio é o automático de quatro marchas, a suspensão segue a mesma da primeira geração e o motor é o Powertech V8 4.7 com bloco de ferro, cabeçote de alumínio e comando de válvulas simples no cabeçote acionado por corrente metálica que gerava 39.8KGFM a 3200RPM e 220CV a 4400RPM, mas em Março de 2000 ela passava a ser feita na Argentina e além desse V8 que era a versão Limited, ela estreava  Laredo que vinha o seis cilindros AMC 242 de 4 litros com alterações para gerar 30.4KGFM a 2400RPM e 190CV a 5000RPM.

                                                              
A Segunda geração da Grand Cherokee chegava ao mercado primeiro vinha da Austria com motor V8 4.7 de 220CV e mais tarde chegava o seis cilindros 4 litros de 190CV da Argentina, assim com o próprio V8 passa a vir de lá e mais tarde o cinco cilindros 3.1 Turbo Diesel de 131CV.

Em agosto de 2000 na linha 2001 ela ganhava o motor Diesel era o VM-Motori 3.1 Turbo Diesel de cinco cilindros com bloco e cabeçote de ferro, comando de válvulas no bloco acionado por varetas e corrente metálica, turbo e intercooler era basicamente o 2.5 Turbo Diesel da Dakota com um cilindro a mais que gerava 38.7KGFM a 2000RPM e 131CV a 4000RPM e em Outubro de 2001 junto com o fechamento da fábrica de Campo Largo-PR a então dona da Chrysler, a Mercedes-Benz(na época Daimler Chrysler) decide encerrar a produção da linha Jeep na Argentina também, só voltaríamos a ter um Jeep sul-americano com o Renegade em 2015 feito em Goiana, Pernambuco e agora voltava ser importado da Áustria só na versão Limited e só com motor V8 4.7 de 220CV.

A TERCEIRA GERAÇÃO chega ao mercado em Outubro de 2005 com câmbio automático sequencial de cinco marchas, na versão Overland e no motor Hemi V8 5.7 com bloco de ferro, cabeçote de alumínio, comando de válvulas no bloco acionado por varetas e corrente metálica que gerava 51KGFM a 4000RPM e 326CV a 5000RPM e agora vinha dos EUA e a sua suspensão mantinha o eixo rígido com molas helicoidais na traseira, mas passava ser independente por braços duplos triangulares na dianteira e a plataforma era do Mercedes-Benz ML da época.

                                                               
A terceira geração do Grand Cherokee chegava ao mercado de início apenas o motor V8 5.7 de 326CV, mais tarde o Hemi V8 6.1 de 432CV e o Turbo Diesel 3 litros 24V de 218CV 

Em Agosto de 2006 chegava a SRT-8 que tinha o motor Hemi V8 6.1 que gerava 58KGFM a 4800RPM e 432CV a 6200RPM e em 2008 na linha 2009 ela recebe o motor Mercedes-Benz OM 642 3 litros 24V Turbo Diesel com bloco de ferro, cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas no cabeçote acionado por corrente metálica que gera 52KGFM a 1600RPM e 218CV a 4000RPM e contava com injeção common-rail.

A CHEGADA DA QUARTA GERAÇÃO se dá em Outubro de 2011 na linha 2012 na versão Limited, o câmbio agora era o automático sequencial de seis marchas e o motor era o Pentastar V6 3.6 24V que gera 35.4KGFM a 4000RPM e 286CV a 6000RPM e pela primeira vez ela tem suspensão independente nas quatro rodas, sendo braços duplos triangulares na dianteira e Multlink na traseira.

                                                             
A Grand Cherokee chegava ao mercado com motor V6 3.6 24V de 286CV e mais tarde vinha o V6 3 litros 24V Turbo Diesel de 241CV.

Em dezembro de 2013 ganhava nova grade dianteira, faróis e para-choques e o câmbio automático de oito marchas, e ano seguinte chegava o V6 3 litros 24V Turbo Diesel de projeto VM Motori com bloco de ferro, cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas variável no cabeçote acionado por corrente metálica, turbo, intercooler e injeção common-rail com 56KGFM a 1800RPM e 241CV a 6000RPM e em 2015 só o motor diesel ficava, em 2016 outro facelift e os estoques abacaram em 2021.

A CHEGADA DA QUINTA GERAÇÃO se dá em Agosto de 2023 ela vem apenas versão 4xe, que é híbrida, no caso a sua suspensão é Independente nas quatro rodas, sendo braços duplo triangulares na dianteira e Mulltink na traseira e o motor é o Hurricane 4 2 litros 16V Turbo da família GME com bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas variável no cabeçote acionado por corrente metálica, coletores variáveis, turbo, intercooler e injeção direta que gera 40KGFM a 3000RPM e 272CV a 5500RPM e está presente em Ram Rampage, Jeep Compass, Commander e Wrangler, mas existe uma diferença: aqui ele conta com auxilio elétrico, no caso dois motores elétricos, um de 5.9KGFM e 45CV que está na dianteira e outro de 27KGFM a 136CV atrelado as rodas traseiras e com isso ele tem um total de 65KGFM e 380CV.

                                                           
A última geração chegava com conjunto híbrido, o motor 2 litros 16V Turbo era auxiliado por motoes elétricos e com isso um total de 380CV.

Mas seria um "até breve" antes do adeus e o adeus chegou em Fevereiro de 2026 quando os estoques do modelo 2025 acabaram e com isso o Jeep Grand Cherokee depois de 31 anos dá adeus ao mercado brasileiro.




               





           

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