MORTO E ENTERRADO: NISSAN SENTRA DÁ ADEUS E AGORA É DEFINITIVO

                                                 


SEDÃ MÉDIO DA NISSAN DÁ ADEUS AO MERCADO DEPOIS DE 20 ANOS

Antes de mais nada: o morto e enterrado não tem nada de pejorativo, é quando um carro sai de linha no mercado brasileiro e nós colocamos essa seção, aliás vale lembrar que nós avaliamos duas gerações do modelo a seu momento e gostamos deles, mas enfim não dá para tapar o sol com a peneira: o público que comprava esse tipo de carro migrou para os SUVs, talvez a Nissan esperava pegar o cliente orfão do Civic nacional, mas pelo visto isso não foi conseguido, mas tudo bem de qualquer forma vamos a trajetória do Sentra no mercado brasileiro e e aliás ele chegou a ser o terceiro mais vendido na sua categoria numa época(já vamos chegar lá).

                                                     PRIMEIRA GERAÇÃO(QUINTA MUNDIAL)
                                                 

A chegada ao Brasil se dá em Outubro de 2004 como linha 2005 a primeira geração a chegar no Brasil era a quinta a nível mundial, a quarta geração dele que era anterior foi produzida no México até 2016 junto com as gerações seguintes, uma delas é essa e já chegou com facelift, ele mede 4.51 metros de comprimento, 1.71 metros de largura, 1.48 metros de altura e 2.53 metros de entre -eixos, ele veio apenas na versão GXE com câmbio automático e o motor 1.8 16V da família QG com bloco e cabeçote de alumínio e duplo comando de válvulas variável no cabeçote acionado por correia dentada e com isso gera 15.8KGFM a 4400RPM e 115CV a 6600RPM e lógico seguiria sem alterações até Outubro de 2006 quando deixou ser importado e ficou apenas nos estoques do modelo até Março de 2007 e sim ele sempre foi feito em Aguascalientes, capital do estado mesmo nome no México.

                                                    SEGUNDA GERAÇÃO( SEXTA MUNDIAL)
                                                    

Em Março de 2007 chegou a segunda geração e sexta no mercado mundial, estreava a então nova plataforma C da Aliança Renault-Nissan, ele mede 4.57 metros de comprimento, 1.79 metros de largura, 1.51 metros de altura e 2.69 metros de entre -eixos, ele vinha com duas opções de câmbio: manual de cinco marchas e e estreante CVT X-Tronic e também estreava o motor 2 litros 16V da família MR com bloco  e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas variável no cabeçote acionado por corrente metálica e coletores variáveis que gerava 20.3KGFM a 4800RPM e 143CV a 5500RPM esse motor estaria até hoje(lógico com alterações no modelo) e ele vinha em três versões: Básica, S e SL, sendo que a SL vinha apenas com o CVT e ele ficou sem alterações até Outubro de 2009 quando virou Flex e em Outubro de 2010 na linha 2011 ganhou nova grade dianteira em em Outubro de 2012 ele deixa de  ser importado só ficam os estoques até a chegada da nova geração. Vale um destaque: em 2007 ele modelo teve o comercial "Não tem cara de Tiozão"

                                                              
Ele ganha nova grade dianteira e o motor já era Flex.

                                               TERCEIRA GERAÇÃO(SÉTIMA MUNDIAL)
                                               

A terceira geração chega ao mercado brasileiro em Outubro de 2013 na linha 2014, ele ganha um visual totalmente novo, ele mede  4.63 metros, a altura se mantém e o entre -eixos foi a 2.70, mas a largura cai para 1.76 metros, ele veio com duas opções de câmbio: manual de seis marchas ou CVT XTronic e as versões de acabamento: S, SV e SL e o motor 2 litros 16V da família MR era mantido e Flex só que agora gerava 20KGFM a 4800RPM e 140CV a 5100RPM nos dois combustíveis e o resultado: no ano seguinte ele se torna o terceiro colocado na categoria só perdendo para o Toyota Corolla e o Honda Civic, desbancando o Chevrolet Cruze e seguiu sem alterações até Março de 2016 quando ganhou nova grade dianteira, faróis e novo layout das lanternas, as versões de acabamento continuavam as mesmas, o motor também, mas o câmbio manual dava adeus diante das baixas vendas, já o CVT passou a simular seis marchas.

                                                                 
Nova grade dianteira, faróis e layout interna das lanternas, já o motor continuava o mesmo.


E ele seguiu no mercado até Março de 2021 quando deu adeus, ou "até breve", por que vocês vão ver abaixo.

                                                        QUARTA GERAÇÃO(OITAVA MUNDIAL)
                                                       

O Até breve se foi em Março de 2023 quando a quarta geração e oitava mundial do Sentra chega ao mercado nacional, ele estreava a nova plataforma CMF-C/D, que aliás é o único modelo no Brasil a sustentar a variação C/D dessa base, o Kicks usa CMF-B, a Kardian e Boreal usam a RGMP que foi evoluída da CMF-B e o Kwid usa a CMF-A, lógico no Sentra é muito mais sofisticado que nesses dois, ele mede 4.65 metros de comprimento, 1.82 metros de largura, 1.46 metros de altura e 2.71 metros de entre -eixos, o câmbio CVT passava a simular oito marchas e o motor 2 litros 16V da família MR ganhava injeção direta e com isso passava gerar 20KGFM a 4000RPM e 150CV a 6000RPM e nesse caso apenas movido a gasolina, lógico demorou a chegar ao Brasil por causa da crise dos semi-condutores na época e já no ano seguinte, chegava o facelift com nova grade dianteira, faróis e para-choques.


E diante da situação atual do mercado não dá para ir contra a Maré e em Julho de 2026, o Sentra dá adeus ao mercado brasileiro, depois de 20 anos(seria 22 anos se não fosse esses dois anos interrompidos), lógico que o consumidor migrou para os utilitários esportivos e com isso temos mais um sedã médio se despendido do mercado e com isso ele está morto e enterrado.
 




           

                   


                               


 

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