MORTO E ENTERRADO: MOTOR FAMÍLIA F DA RENAULT DÁ O SEU ADEUS

                                                       


   

DEPOIS DE 21 ANOS EM MODELOS NACIONAIS E QUASE 30 ANOS DE MERCADO BRASILEIRO ELE DÁ O SEU ADEUS 

Chegou a hora de mais um adeus do mercado brasileiro, sim já faz tempo desde que a Duster Oroch virou Oroch e trocou o 2.nada (2 litros, 2.0 ou 2000 como queira entender) da família F pelo 1.3 16V TCe da família HR, mas infelizmente não pude publicar a trajetória, mas lembre-se no mundo ele também foi longevo: afinal na França lançado em 1981 foi sendo atualizado e inclusive até com turbo e se despediu no Mégane III R.S 265 em 2018 quando esse deu lugar ao Mégane IV R.S 280.

A CHEGADA AO MERCADO se dá em outubro de 1994 na linha 1995 com os primeiros Renault 19 importados da Argentina com motor 1.8 da família F com bloco de ferro, cabeçote de alumínio e comando de válvulas simples no cabeçote acionado por correia dentada que gerava 16.3KGFM a 4250RPM e 113CV a 5500RPM, na mesma época da França vinha o 19 16S que tinha o motor 1.8 com cabeçote de 16 válvulas com 137CV e em março de 1996 da França chegava o Laguna 2.nada com motor 2.nada da família F que gerava 17.1KGFM a 4250RPM e 115CV a 5750RPM, mas em produção de modelos nacionais ele faria a estreia do primeiro Renault nacional e em Fevereiro de 1998 com a chegada do Mégane I importado da Argentina ele vinha no sedã RXE 2.nada esse motor do Laguna que o modelo francês já não usava mais, só no Argentina já havia sido atualizado para 17.5KGFM a 4250RPM e manteve a potência.

O PRIMEIRO RENAULT FABRICADO NO BRASIL desde o fim do Gordini que era feito sob licença pela Willys , se dá em Março de 1999 é a Renault Scénic com o mesmo motor 2.nada já citado no Mégane,  na mesma época o Laguna importado da França troca o motor 2.nada 16V da Volvo pelo 2.nada 16V da família F que agora tinha duplo comando de válvulas no cabeçote e variável na admissão que gerava 19.2KGFM a 3750RPM e 138CV a 5750RPM , em março de 2001 a Scénic recebe o facelift e junto com ele o motor 2.nada 16V que gerava 19.2KGFM a 3750RPM e 140CV a 5500RPM, em Outubro de 2002 na linha 2003 a Scénic 2.nada 16V passava a gerar 138CV e de quebra em Fevereiro de 2003 o Mégane I Sedan recebe esse motor e em outubro de 2003 a nova geração do Laguna abandona o motor quatro cilindros em favor do V6, em maio de 2006 o motor 2.nada 16V da família F passava a equipar o Mégane II Sedan feito no Brasil e além do automático de quatro marchas tinha o manual de seis marchas, em outubro de 2006 é vez de equipar a Mégane Gran Tour, em 2008 equipava os importados da França: Mégane CC e Grand Scénic. Em 2009 é vez do motor 2.nada 16V dar adeus a Scénic e o Mégane CC e a Grand Scénic deixam de ser importados, ela só fica com o 1.6 16V da Família K, em outubro de 2010 o Mégane Sedan dá adeus e o Fluenc entra no lugar, mas esse usava o MR(mas o Fluence teve o motor Família F em outra versão), a Grand Tour perde o 2.nada 16V.

FLEXIBILIZAÇÃO, TURBO E SANDERO R.S Em Setembro de 2011 com a chegada da primeira geração do Duster, as versões 4WD, Automática e Dynamique 2.nada 16V Manual de seis marchas estreavam o motor 2.nada 16V Flex da família F, o F4R Flex passou a gerar 20.2KGFM a 4000RPM e 143CV a 5750RPM e com álcool vai a 20.9KGFM  e 148CV nas mesmas rotações. Em Outubro de 2012 na linha 2013 chegava o Fluence GT que marcava a estreia de um modelo desenvolvido pela Renault Sport, mas lógico de forma mais "branda", mas mesmo assim trouxe o motor 2.nada 16V TCe da família F, o famoso F4RT com turbo e intercooler gerava 30.6KGFM a 2000RPM e 180CV a 5500RPM e movido apenas á gasolina. Em Outubro de 2014 com a reestilização do Fluence o GT dá adeus e era linha 2015, em março de 2015 na linha 2016 o Duster recebe reestlização e mantém a opção de motor, em Setembro é vez do Sandero R.S chegar ao mercado, o coletor ficou 20% mais largo e a injeção mais agressiva com isso ele passou a gerar 145CV a 5750RPM com gasolina e 150CV com álcool e manteve o torque e o câmbio era manual de seis marchas e em Outubro era vez da picape Duster Oroch chegar ao mercado com o 2.nada 16V e o câmbio manual de seis marchas, lógico isso em 2015. Em Julho de 2016 a Oroch ganhava a opção do câmbio automático na linha 2017, em Fevereiro de 2017 era vez do Captur chegar ao mercado com motor 2.nada 16V e câmbio automático de quatro marchas, em março de 2020 o Duster chegava a segunda geração e abandonava o 2.nada 16V, em outubro de 2020 é vez do Captur abandonar e viver só com o 1.6 16V SCe até a chegada do 1.3 16V TCe , só Oroch e Sandero R.S seguiam com o motor, em Dezembro de 2021 é vez do Sandero R.S se despedir do mercado e em Abril com a troca de motor da Oroch, o 2.nada 16V está morto e enterrado no mercado brasileiro depois de 28 anos.  Outra curiosidade que é o Fluence com facelift ganhou a versão GT2 com motor 2.nada 16V Turbo de 190CV que não tivemos no Brasil.

OBS: O morto e enterrado não tem nada de pejorativo, afinal ele é um bom motor isso não se discute, mas enfim tudo um dia tem que ter o merecido descanso.




As três avaliações com o carro equipado com esse motor, é o fim do motor Família F, é o adeus.

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