MODELOS QUE TIVERAM VIDA CURTA, SEJA POR BAIXAS VENDAS, ESTRATÉGIAS DOS FABRICANTES E OUTROS MOTIVOS
Depois dos mais longevos, decidi fazer os carros menos longevos e lógico alguns saíram por estratégias dos fabricantes, fracasso de vendas ou até outros motivos, enfim vamos a lista, mas com uma observação: O Série 1 e X5 nacional não sei quando saíram de linha, sei que foram feitos em Araquari-SC durante um tempo, assim como o Mini Countryman de geração anterior, mas não sei quando eles deram adeus, então vou deixar eles de fora, talvez farei a parte 2, mas vou citar os casos mais conhecidos dos público aqui presente, não vai entrar versões que duraram um ano de algum modelo ou alguma série especial, ou até mesmo renomeamentos tipo Prêmio para Duna e sim carros mesmo e curiosidade: os maiores tempo de vida aqui são 2 anos.
10 MERCEDES-BENZ CLC (2009-2011) 2 ANOS
Em 2008 a Mercedes-Benz fazia o CLC para exportação em Juiz de Fora-MG, em Março de 2009 passou a ser vendido no mercado brasileiro, a versão vendida era a CLC 200 que contava com câmbio automático de cinco marchas e o motor era o 1.8 16V da família M271 com bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas variável no cabeçote acionado por corrente metálica, coletores variáveis e compressor volumétrico foi o segundo e último carro nacional a ter isso e com isso gera 25.5KGFM a 2500RPM e 184CV a 5500RPM e foi o primeiro carro nacional de tração traseira desde o fim do Omega nacional em 1998 e só não foi o último graças a produção local do Série 3 desde 2014, em outubro de 2010 na linha 2011 sem alterações, mas com a decisão da Mercedes-Benz produzir caminhões também em Juiz de Fora-MG, no caso o Actros e depois o Accelo, os caminhões levaram ao fim da produção de um automóvel da marca no Brasil que só veríamos cinco anos depois com o Classe C nacional e o GLA também nacional, mas eles saíriam de cena em 2020, sendo que o Classe C ficou em estoques até a chegada do modelo importado e hoje á fábrica de Juiz de Fora-MG só faz cabines.
9 FORD ESCORT SEDAN (4 PORTAS) (1996-1998) 2 ANOS
O Ford Verona nunca foi um sucesso de vendas foi fabricado de 1989 até 1992 e de 1993 até 1996, mas o Escort Sedã(4 portas) foi um fracasso de vendas e daqueles, ele chegou em Outubro de 1996 em duas versões de acabamento: GL e GLX, única opção de câmbio: manual de cinco marchas e única opção de motor: O Zetec-E 1.8 16V com bloco de ferro, cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas no cabeçote acionado por correia dentada que gerava 16.3KGFM a 4500RPM e 115CV a 5750RPM, em outubro de 1997 na linha 1998 nada muda e em outubro de 1998 ele dá adeus ao mercado brasileiro, na Argentina onde era fabricado ficou até 2000, já os irmãos Hatch e SW seguiram no mercado brasileiro até 2003 quando deram adeus.
8 VOLKSWAGEN POINTER( 1994-1996) 2 ANOS
O Volkswagen Pointer é filho de uma união em crise, A Autolatina já estava em crise e o desenvolvimento do "Gol bolinha da Ford" levou a Autolatina ao fim, sem contar a negativa da Volkswagen, ele era um Hatch de quatro portas, ele veio em duas versões de acabamento: GL e GTi, apenas câmbio manual de cinco marchas e cinco opções de motores, a primeira era o AP 1800 á gasolina que gerava 15KGFM a 3000RPM e 86CV a 5500RPM, o AP 1800 á á álcool que gerava 15.5KGFM a 3000RPM e 90CV a 5600RPM, o AP 2000 á gasolina que gerava 16KGFM a 3400RPM e 106CV a 5600RPM, o AP 2000 á álcool que gerava 17KGFM a 3400RPM e 113CV a 5600RPM e por último exclusivo do GTi era o AP 2000 de injeção multiponto que gerava 17.7KGFM a 3200RPM e 116CV a 5600RPM, o modelo era feito na plataforma do Escort de segunda geração e em feito na antiga fábrica da Ford em São Bernardo do Campo-SP e em Outubro de 1994 é anunciado o fim da Autolatina e na mesma época o Pointer ganhava injeção eletrônica e a versão GL virava GLi e os motores AP 1800 á gasolina agora com injeção monoponto gerava 14.8KGFM a 2500RPM e 89CV a 5600RPM, o AP 1800 á álcool gerava 15.4KGFM a 3000RPM e 98CV a 5500RPM e o AP 2000 de injeção mulitponto á gasolina é estendido ao GLI 2000 e tanto para o GLI e GTI 2000 ganhavam a opção do AP 2000 á álcool de injeção multiponto que gerava 18KGFM a 3000RPM e 122CV a 5600RPM. A Linha 1996 é atrasada e chega em Março de 1996 o modelo é transferido para General Pacheco, Argentina e agora só vinha nas versões 1.8 e GTi 2000 e em Outubro de 1996 como fim do acordo da Autolatina, lembrando que o divorcio veio em 1994, mas o acordo assinado em 1986 previa troca de componentes até 1996 e aí o Pointer acabou dando adeus ao mercado brasileiro, foi substuído dez vez pelo Golf mexicano de terceira geração e o seu irmão Logus ficou mais alguns meses no mercado e o próprio Escort ganharia novo visual, versão sedã (sim, já existia o Verona, mas é outra conversa) e perua e o Hatch e a perua seguiram até 2003.
7 VOLKSWAGEN APOLLO 2 ANOS(1990-1992)
Com a chegada da Autolatina, muitos concessionárias Volkswagen reclamaram: motor CHT na linha de entrada da marca e falta de lançamentos da marca alemã, sendo que a Ford já tinha colocado o Verona e de quebra recebeu motor AP em toda a linha praticamente, com exceção da F1000(óbvio) então em Março 1992 a Volkswagen lançou o Apollo que era basicamente um Verona, com grade dianteira, rodas diferentes e lanternas fumê, o câmbio era manual de cinco marchas, mas a versão encurtada do Escort XR3 que por sua vez era do Golf da época e duas opções de motor: AP 1800 á gasolina de 15.2KGFM a 3000RPM e 92CV a 5600RPM e o AP 1800 á álcool com 15.5KGFM a 3200RPM e 105CV a 5600RPM e duas versões de acabamento: GL e GLS, em outubro de 1990 na linha 1991 nada muda, Em Outubro de 1991 na linha 1992 ele recebe catalizador e com isso o AP 1800 á gasolina passa a gerar 15KGFM a 3000RPM e 86CV a 5600RPM e o AP 1800 á álcool passou a gerar 15.5KGFM a 3000RPM e 90CV a 5600RPm e a chegava série especial VIP, mas em outubro de 1992 com a nova geração do Escort ele dava adeus e diante das baixas vendas era sucedido pelo Logus em março de 1993 baseado na segunda geração do Escort.
6 FIAT OGGI 2 ANOS (1983-1985)
O último membro da família 147 pagou o preço por vir tarde demais, no caso o Oggi que é o modelo sedã, ele vinha apenas com duas portas, na versão CS, câmbio manual de quatro ou cinco marchas e duas opções de motores: O Fiasa 1300 á gasolina que gerava 10KGFM a 3200RPM e 58CV a 5200RPM e o 1300 á álcool que gerava 10KGFM a 2600RPM e 60CV a 5200RPM, ele foi lançado em março de 1983, em outubro de 1983 na linha 1984 sem alterações, em Agosto de 1984 na linha 1985 para homologar para o campeonato brasileiro de marcas, ele vinha com 300 unidades, com câmbio manual de cinco marchas e o motor Fiasa 1400 á álcool que gerava 11.4KGFM a 3000RPM e 78CV a 5600RPM, mas a vida dele foi curta em março de 1985 foi substituído pelo Premio, o próprio 147 só daria adeus em 1986, assim como a Panorama e a City em 1988 e a Fiorino migrava do 147 para o Uno em 1988 também, só que tanto Panorama, 147, Pick-up/City e Fiorino Furgão de primeira geração tiveram vinda mais longa que ele e os sucessores duraram mais no caso Prêmio/Duna durou 10 anos, o Siena/Grand Siena durou 26 anos(sim, nesse caso em duas gerações) e o Cronos está no mercado desde 2018.
5 VOLKSWAGEN 1600 4 PORTAS 2 ANOS(1968-1970) "ZÉ DO CAIXÃO"
Sabendo que a Willys estava desenvolvendo um novo carro que viria ser a Ford Corcel(já com a compra da Ford pela Willys), a Volkswagen teria que dar uma resposta e em Outubro de 1968 na mesma data de lançamento do Ford Corcel, a Volkswagen lança o 1600 4 portas que ganharia o apelido "Zé do Caixão", em alguns casos "Fusca quatro portas", ele tinha câmbio manual de cinco marchas, duas opções de motor ambas Boxer 1600 refrigerado á ar , na configuração de carburador de corpo simples gerava 11.5KGFM a 2600RPM e 60CV a 4600RPM e na configuração carburador de corpo duplo gerava 12KGFM a 2600RPM e 65CV a 4600RPM era o Volkswagen nacional mais potente da época, inclusive mais potente que o próprio Karmann-Guia! (depois receberia esse 1600 e mais tarde a segunda geração o TC com esse motor), mas enfim mesmo com a fama de robutez do Fusca, o visual não agradou, só vendeu bem para taxistas, mas no mercado comum não decolou e ficou atrás do Corcel em vendas, lógico o motor e tração são traseiros aqui como é no Fusca, em Outubro de 1969 na linha 1970 nada muda e em Outubro de 1970 ele dá adeus e lugar para o TL que tinha visual diferente e estreava com carroceria duas portas, realmente dá para considerar que é o primeiro caso de vida curta na história automobilistica brasileira( os Chrysler Esplanada e GTX estavam apenas por "mandato tampão" até a chegada do Dodge Dart), já o sucessor TL foi até 1976 e a Volkswagen acabaria se redendo a refrigeração á água e a tração dianteira com o Passat de 1974 e esse foi até 1988.
4 CHEVROLET SONIC SEDAN 1 ANO E MEIO(2012-2014)
Como aqui só entra modelos argentinos, brasileiros e mexicanos vendidos no Brasil, vamos deixar apenas o modelo mexicano, ele foi lançado em Dezembro de 2012 na linha 2013, as versões eram LT e LTZ, duas opções de câmbio: manual de cinco marchas ou automático de seis marchas e o motor é o Ecotec 1.6 16V derivado da Família I que gerava 15.8KGFM a 4000RPM e 116CV a 6000RPM com gasolina e com álcool vai a 16.3KGFM e 120CV nas mesmas rotações. Em Outubro de 2013 na linha 2014 sem alterações e em Agosto de 2014 diante das costas do México tendo que priorizar Captiva e principalmente Tracker de primeira geração e aí o Sonic deu adeus do mercado brasileiro, mas seguíria no mercado norte-americano até 2020, na Coréia do Sul até 2019, no México e China até 2019 e nesses dois mercados uma curiosidade: foi substituído pelo Onix Plus que nesses mercados foi chamado apenas de Onix e em 2020 do mercado Australiano também com saída da GM daquele mercado e lembrando que chegou a ter facelift em 2017, mas o modelos nacionais da plataforma GSV tiveram vida longa, no caso o Cobalt lançado em 2011 ficou no mercado até 2020, o Onix de primeira geração ficou de 2012 até 2021, o Prisma de segunda geração de 2013 até 2021, sendo que desde 2019 se chamava Onix Joy Plus e lógico temos a Spin que foi lançada em 2012 e segue no mercado até hoje.
3 CHEVROLET SONIC HATCH 1 ANO E MEIO(2012-2014)
O Sonic Hatch sul-coreano durou seis meses, mas a própria GM iria substituir pelo mexicano e ela substituiu em Dezembro de 2012 ele vinha nas versões LT e LTZ, duas opções de câmbio: manual de cinco marchas e automático de seis marchas e o mesmo motor 1.6 16V Ecotec derivado da família I de 115CV com gasolina e 120CV com álcool já citado no sedã, em agosto de 2013 a linha 2014 trazia a versão Effect e em Agosto de 2014 diante dos motivos elencados acima no sedã ele dá adeus ao mercado brasileiro, mas seguiria no México até 2019 e China até 2019, nos EUA e Austrália até 2020, mas ele não teve sucessor como aconteceu como o sedã que foi substuído pelo Onix Plus(que é só Onix nesses mercados).
2 FIAT TIPO 1 ANO E TRÊS MESES( 1996-1997)
Sim, o Tipo importado foi um sucesso, a Fiat primeiro importou o 1.6 i.e duas portas, depois o 1.6 i.e quatro portas, o SLX 2 litros e o Sedivalvole 2 litros com diz o nome é um 16 válvulas, mas o Tipo nacional foi lançado em Fevereiro de 1996 e apenas uma versão: 1.6 mpi e de carroceria quatro portas, o motor era o Sevel ACT 1600 mpi que gerava 13.6KGFM a 3000RPM e 92CV a 5750RPM o motor era importado da Argentina era o mesmo que já tinha equipado Uno, equipou Elba, Fiorino Pick-up e mais tarde equiparia Palio, Siena, Palio Weekend e Strada e câmbio manual de cinco marchas, mas infelizmente os incêndios que pegaram no modelo importado acabou respingando no modelo nacional e diante das baixas vendas ele deu adeus em Julho de 1997, mas sua base(o Tempra nacional tinha uma base, mais antiga) acabaria servindo com alterações ao Marea e Marea Weekend além do sucessor Brava que só chegaria no final de 1999.
1 CHEVROLET GRAND BLAZER 1 ANO(1998-1999)
Em Outubro de 1998 na linha 1999 a Chevrolet lançava o utilitário esportivo derivado da Silverado, era a Grand Blazer fabricada em Alvear, Santa Fé, Argentina sempre na tração traseira, o câmbio era manual de cinco marchas, apenas na versão DLX e duas opções de motores: o seis cilindros 250 4.1 MPFI da terceira geração que foi herança de Opala e Omega que gerava 30.7KGFM a 2500RPM e 138CV a 4100RPM e a segunda opção era o MWM Sprint seis cilindros 4.2 18 válvulas turbo diesel que gerava 43.3KGFM a 2000RPM e 168CV a 3800RPM esse vinha da picape Silverado, mas em Janeiro de 1999 veio a desvalorização do Real e a Grand Blazer se tornou cara, afinal era um tentativa a Chevrolet suceder a Veraneio, embora a Grand Blazer seja a versão brasileira da Tahoe, ao passo que a Veraneio era da Suburban, porta-traseiras abriam de forma bipartida e espaço para seis passageiros, mas como reflexo do preço e das baixas vendas ela deu adeus em Outubro de 1999 quando deixou de ser produzida na Argentina, a Silverado teve vendas por estoques e a produção dela passou a ser no Brasil em Junho de 2000 e picape seria produzida até Novembro de 2001 quando ela dava adeus ao mercado nacional, mas a Grand Blazer foi o carro menos longevo do país. e como curiosidade ela se foi junto com o último 4.1 á gasolina não estaria mais disponível na Silverado.











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